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Esquizofrenia



Características essenciais (Primeira Ordem):

 

Presença de pelo menos um dos seguintes sintomas, durante pelo menos um mês:

 

a) eco do pensamento, inserção ou roubo do pensamento, irradiação do pensamento;

 

b) delírios de controle, influência ou passividade claramente referindo-se ao corpo ou movimentos dos membros ou pensamentos específicos, ações ou sensações; percepção delirante;

 

c) vozes alucinatórias comentando o comportamento do paciente ou discutindo entre elas sobre o paciente ou outros tipos de vozes alucinatórias vindo de alguma parte do corpo;

 

d) delírios persistentes de outros tipos que são culturalmente inapropriados e completamente impossíveis, como por exemplo: identidade política ou religiosa ou poderes e capacidades sobre-humanas (ser capaz de controlar o tempo ou de se comunicar com alienígenas de outro planeta);

 

Presença de sintomas de pelo menos dois dos seguintes subgrupos, durante o período mínimo de um mês (Segunda Ordem):

 

a) alucinações persistentes de qualquer modalidade;

 

b) intercepções ou interpolações no curso do pensamento resultando em discurso incoerente ou neologismos;

 

c) comportamento catatônico, ta como excitação, postura inadequada ou flexibilidade cérea, negativismo, mutismo e estupor;

 

d) sintomas “negativos”, tais como apatia marcante, pobreza do discurso e embotamento ou incongruência de respostas emocionais, usualmente resultando em retraimento social e diminuição do desempenho social; deve ficar claro que esses sintomas não são decorrentes de depressão ou medicação neuroléptica;

 

Ausência de sintomas depressivos ou maníacos nítidos.

 

Ausência de doenças cerebrais, intoxicações por drogas ou síndromes de abstinência.

 

Tipos

 

A CID 10 segue a orientação européia clássica e mantém as quatro formas de esquizofrenia, acrescentando outras a seguir descritas:

 

Esquizofrenia Paranóide (F20.0)

 

É o tipo de esquizofrenia mais comum em muitas partes do mundo. O quadro clínico é dominado por delírios relativamente estáveis, usualmente acompanhados por alucinações, sobretudo auditivas, além de outras alterações perceptivas. Distúrbios do afeto, volição, discurso e sintomas catatônicos não são proeminentes.

 

Esquizofrenia Hebefrênica (F20.1)

 

As alterações afetivas são dominantes. Os delírios e alucinações são fugazes e fragmentários. O paciente se desliga da realidade interna e assume comportamentos imprevisíveis. O afeto é inadequado e, muitas vezes, acompanhado por risos imotivados, caretas, maneirismos e queixas hipocondríacas. O pensamento está desorganizado e o discurso é cheio de divagações e incoerente, parecendo aos observadores vazio de sentido e sentimento.

 

Esquizofrenia catatônica (F20.2)

 

Distúrbios psicomotores dominantes são aspectos essenciais e podem se alternar entre extremos, tais como hipercinesia (com agitação freqüente) e estupor ou obediência automática e negativismo. Atitudes e posturas forçadas podem ser mantidas por longos períodos. O tratamento psicofarmacológico e o melhor ambiente dos hospitais psiquiátricos modernos fazem com que os quadros com essa sintomatologia clássica sejam vistos raramente.

 

Esquizofrenia indiferenciada (F20.3)

 

São condições que satisfazem os critérios diagnósticos gerais para a esquizofrenia, mas que não se adequam a nenhum dos subtipos (F20.0 – F20.2) ou apresentam aspectos de mais de um deles, sem possibilidade de inclusão em uma das três categorias precedentes. Essa rubrica deve ser usada apenas para condições psicóticas – a esquizofrenia residual (F20.5) e a depressão pós-esquizofrênica (F.20.4) são excluídas.

 

Depressão Pós-Esquizofrenia (F20.4)

 

Um episódio depressivo, que pode ser prolongado, surgindo após o início do transtorno esquizofrênico. Alguns sintomas esquizofrênicos devem ainda estar presentes, mas não dominam o quadro clínico. Predominam os sintomas negativos. Raramente os sintomas depressivos são suficientemente intensos para preencher os critérios de um episódio depressivo grave (F32.2 e F32.3). Esse estado depressivo está associado a um risco maior de suicídio. Freqüentemente é difícil decidir se os sintomas são devido à depressão ou a medicações neurolépticas ou, ainda, ao embotamento afetivo da própria esquizofrenia.

 

Esquizofrenia Residual (F20.5)

 

Um estágio crônico no desenvolvimento de um transtorno esquizofrênico, no qual houve uma progressão clara de um estágio inicial (compreendendo um ou mais episódios com sintomas psicóticos que satisfazem os critérios gerais para a esquizofrenia) para um estágio mais tardio, caracterizado por sintomas negativos de longa duração, embora não necessariamente irreversíveis.

 

Esquizofrenia simples (F20.6)

 

Um quadro raro no qual há desenvolvimento insidioso, mas progressivo de conduta estranha, incapacidade para atender às exigências da sociedade e um declínio no desempenho total. Delírios e alucinações não são evidentes, e o transtorno é menos obviamente psicótico do que os subtipos paranóide, hebefrênico e catatônico. Os sintomas negativos se desenvolvem sem serem precedidos de nenhum sintoma francamente psicótico.

 

Na classificação americana – DSM IV – a esquizofrenia simples é considerada um transtorno de personalidade (transtorno de personalidade esquizotípico).

 

Tratamento

 

O tratamento correto para os pacientes esquizofrênicos é a união de farmacoterapia e estratégias psicossociais, incluindo diferentes formas de psicoterapia. Não são tratamentos antagônicos, mas complementares, na tentativa de melhorar o quadro sintomatológico, aliviar as tensões existentes e fortalecer a parte saudável do paciente.

 

As hospitalizações são raras hoje em dia, mesmo para os episódios de crise. Quando se fazem necessárias – risco para o paciente ou para terceiros – devem ser por período breve ou em esquema de emergência. Visam apenas harmonizar o paciente com a família e com os serviços terapêuticos extra-hospitalares.

 

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Um Comentário »

  1. José 22 de outubro de 2012 at 12:14 - Reply

    Eu tenho sintomas de delírios e alucinações.
    Eu olho pra minha mão e vejo só ossos depois eu vejo normal isto acontece mais quando estou sozinho, sou muito solitário, evito falar com pessoas fico o dia todo em casa e dificilmente saio com medo de ouvir vozes principalmente a noite. Já faz um ano que não saio a noite pois tenho muito medo quando tento sair ouço vozes e vejo vultos chamando pelo meu nome. Tomo varios medicamentos há 7 anos como, por exemplo, Clonazepan e vários outros que não estou lembrando agora, às vezes esqueço de tomar e aparecem então vários episódios como delírios e alucinações. Gostaria de saber se caso eu vá ao INSS vão me aposentar?

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