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Tipos de Sujeito – Sintaxe



Na análise sintática, sujeito é um dos termos essenciais da oração, responsável por realizar ou sofrer uma ação ou estado.

 

Ele pode se comportar de várias maneiras, dependendo da intenção da mesma: agente, experienciador, paciente, etc.

 

Toda oração pode ser dividida em duas partes principais: o sujeito e o predicado.

Na frase, Nós vamos ao cinema. vamos é uma forma do verbo “ir” da primeira pessoa do plural que concorda com o sujeito nós. O verbo sempre concorda com o sujeito.

 

Segundo Bechara, sujeito é: “O termo da oração que indica a pessoa ou a coisa de que afirmamos ou negamos uma ação ou qualidade”.

 

Exemplos

O boi pasta. – Os bois pastam.

A menina brinca. – As meninas brincam.

Felipe saiu cedo. – As jovens saíram.

O filme é bom. – Os filmes são bons.

Para identificarmos o sujeito da oração, fazemos uma pergunta para o verbo: Quem é que? ou Que é que? – e teremos a resposta; esta resposta será o sujeito.

 

“A menina brinca.” Quem é que brinca? A menino. Logo, a menina é o sujeito da frase.

“O filme é bom.” O que que é bom? O filme. Logo, o filme é o sujeito da frase.

Tipos de Sujeito

O sujeito pode ser classificado em simples, composto, indeterminado, oculto, desinencial ou elíptico e inexistente. Nesse último caso, temos o que se convencionou chamar de oração sem sujeito.

 

Simples

É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto:

 

Luiza é uma garota inteligente.

O pequeno cachorro parecia feliz com seu novo brinquedo.

Luiz é astuto.

Eu sou um garoto bom.

Sujeito composto

É aquele que apresenta mais de um núcleo representativo, escrito na oração.

 

Paulo e Ailton fizeram compras no domingo.

Fernanda e o amigo Romero sairam para almoçar.

O sujeito também pode vir após o verbo:

 

Saíram Roberta e Paula.

Saiu Roberta e Paula.

Veja que, no segundo caso, o verbo “saiu” concorda com o sujeito “Roberta”, mais próximo a ele. Isso é permitido apenas quando o sujeito composto está posposto ao verbo; chama-se concordância atrativa.

 

Sujeito desinencial, oculto ou elíptico

Sujeito desinencial é aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.

 

Fechei a porta.

Quem fechou a porta?

Perguntaste mesmo isso ao professor?

Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. E na frase Perguntaste mesmo isso ao professor?, o identificado é Tu.Entretanto, cuidado para não criar confusão com a segunda frase, que pode passar a idéia de elipse do sujeito ou sua indeterminação; pois o sujeito simples está explícito e é o pronome interrogativo Quem.

 

Obs.: As classificações do sujeito, em Língua Portuguesa, são apenas três: simples, composto e indeterminado. Dar o nome de Sujeito desinencial, elíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito, mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. No mais, a classificação Sujeito Oculto foi abolida, por questões técnico-formais e lingüistico-gramaticais, passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial, uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais, situação na qual, para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. Assim, na estrutura sintática: “Choramos todos os dias”, para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal, coloca-se entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= sujeito simples desinencial.

 

Sujeito indeterminado

Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento. Aparecerá a ação, mas não há como dizer quem a pratica ou praticou.

 

Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado:

 

a. O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural.

 

Dizem que eles não vão bem. (alguém diz, mas não se sabe quem)

Estão chamando o rapaz…

Falam de tudo e de todos.

Falaram por aí…

Disseram que ele morreu.

b. Com um Verbo Transitivo Indireto, somente na terceira pessoa do singular, mais a partícula se.

 

Precisa-se de livros. (Quem precisa, precisa de alguma coisa → verbo transitivo indireto)

Necessita-se de amigos. (Quem necessita, necessita de alguma coisa → verbo transitivo indireto)

A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito, pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita.

 

Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto:

 

Compram-se carros. (Quem compra, compra alguma coisa → verbo transitivo direto)

Vende-se casa. (Quem vende, vende alguma coisa → verbo transitivo direto)

Não se caracteriza sujeito indeterminado, pois nos casos de VTD, a partícula “se” exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética. Transpondo as frases para a voz passiva analítica, teremos:

 

Carros são comprados (sujeito: “Carros”);

Casa é vendida (sujeito: “Casa”).

c. Com um Verbo Intransitivo, somente na terceira pessoa do singular, mais a palavra se, índice de indeterminação do sujeito.

 

Vive-se feliz, aqui.

Aqui se dorme muito bem.

Orações Sem sujeito

Observação: Dar o nome de Oração sem sujeito (OSC) não se constitui, formalmente, da classificação do sujeito, mas da oração enquanto estrutura lingüística desprovida de sujeito.

 

Há verbos que não têm sujeito, ou este é nulo. A língua desconhece a existência de sujeito de tais verbos. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular, sobretudo os seguintes:

 

1. Com os verbos que indicam fenômenos da natureza, tais como anoitecer, trovejar, nevar, escurecer, chover, relampejar, ventar…

 

Trovejou muito.

Neva no sul do país.

Anoitece tarde no verão.

Chove muito no Amazonas.

Ventou bastante ontem em Vila Velha no Espirito Santo.

2. Com o verbo haver, significando existir ou acontecer.

 

Ainda há amigos.

Haverá aulas amanhã.

Há bons livros na livraria.

Há gente ali.

Há homens no mar.

Há dois dias que não durmo.

Houve um grave incidente no meu apartamento.

3. Com os verbos fazer, haver e estar indicando tempo, decorrido ou não.

 

Está quente esta noite.

Faz dez anos que não o vejo.

Faz calor terrível no verão.

Está na hora do recreio.

4. Com o verbo ser indicando tempo.

 

Era em Londres.

É tarde.

Era uma vez.

Foi em janeiro.

5. Com os verbos ir, vir e passar indicando tempo.

 

Já passa de um ano….

Já passa das cinco horas.

Observação importante: existem advérbios que exercem claramente a função sintática de sujeito, a qual é própria de substantivos.

 

Amanhã é feriado nacional. (O dia de amanhã…)

Aqui já é Vitória (Este lugar…)

Hoje é dia de festa. (O dia de hoje…)

Agora já é noite avançada. (Esta hora…)

Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: quando o sujeito é uma oração. Pode ser desenvolvida ou reduzida.

 

– Fazer promessas é muito comprometedor. (sujeito oracional: fazer promessas)

 

Nota: Oração sem sujeito também pode ser chamada de OSS.

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