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O Romantismo



O romantismo foi um movimento cultural que se iniciou no final do século XVIII e predominou durante a primeira metade do século XIX, envolvendo a arte e a filosofia. Expandiu-se pela Europa e por outras regiões do mundo, assumindo características peculiares em cada sociedade.

 

De modo geral, o romantismo reagiu contra o espírito racionalista que, sozinho, pretendia dar conta do mundo e da sociedade. Captando precocemente a racionalização e a mecanização que caracterizava o mundo industrial, o romantismo intuiu a ameaça que esse processo representava para a expressão dos indivíduos, tendo em vista que os sentimentos e as emoções estavam sendo relegados ao segundo plano.

 

Contra essa confiança exclusiva na razão, os românticos propuseram a exaltação das paixões e dos sentimentos valorosos. O romantismo também retomou a idéia da natureza como força vital que resiste à racionalização do mundo humano. Era o renascimento do instinto e da emoção contra a supremacia da razão, a afirmação dos sentimentos contra a frieza da racionalidade, após o reconhecimento de que o mundo humano se tornava mais e mais injusto e o indivíduo cada vez mais insatisfeito, não encontrando na sociedade a satisfação para seus anseios mais profundos. Assim, enfatizando a intuição e a fantasia, o romantismo vai se caracterizar por uma valorização da sensibilidade e da subjetividade.

 

Uma das respostas a essa inconformidade com o mundo social se dá através da exaltação da natureza, que passa a ser idealizada, a ser vista com certo misticismo. A concepção de Deus como razão suprema, própria do iluminismo, é substituída pela concepção mística e emocional, segundo a qual Deus fala a linguagem do coração. A natureza devolve ao homem romântico o sentimento de plenitude, de pertencimento a uma totalidade que ele não reconhece mais na fragmentação racionalista do mundo social.

 

Acrescentem-se a essas características românticas o desenvolvimento do sentimento pátrio, a valorização dos costumes e das tradições nacionais e ainda o anseio de liberdade individual, sobretudo na fase mais madura desse movimento.

 

Entre os grandes nomes do romantismo nas artes, destacam-se os poetas alemães Schlegel (1767-1845), Novalis (1772-1801) e Holderlin (1770-1843). Também os escritores alemães Schiller (1750-1805) e Goethe (1749-1832) viveram o ambiente romântico, e parte de suas obras pertence ao romantismo, embora tanto um quanto o outro procurassem, a partir de um dado momento, um equilíbrio entre o romantismo e o iluminismo. Na música destacam-se os compositores alemães Beethoven (1770-1827), Schumann (1810-1856) e Brahms (1833-1897), o austríaco Schubert (1797-1828) e o polonês Chopin (1810-1849), entre outros.

 

O romantismo está presente na filosofia não como um movimento ou corrente facilmente identificável, mas marcará algumas filosofias que dão ênfase à intuição e apresentam determinados elementos românticos. Por exemplo: Rousseau, apesar de comungar em alguns aspectos com a filosofia iluminista, tinha reservas em relação à crença no progresso científico, o que o aproxima do romantismo. Também a noção do bom selvagem é romântica, oriunda de uma idealização da natureza, própria do romantismo.

 

Outro exemplo da influência romântica é o idealismo alemão, movimento filosófico importantíssimo do século XIX, que retém do romantismo o aspecto do nacionalismo, do amor à pátria, da valorização do povo e do Estado como um organismo, embora seu maior representante, Hegel, combatesse o sentimentalismo característico do romantismo.

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