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Realidade Virtual na Ajuda a Crianças Autistas



Através de uma recente pesquisa realizada na Universidade de Haifa se constatou que crianças com autismo melhoraram as sua capacidade de segurança ao atravessar a rua depois de praticar um exclusivo sistema de realidade virtual. “As crianças com um certo grau de autismo raramente têm oportunidade de experimentar ou aprender a lidar com situações cotidianas. O uso de simulações virtuais que são utilizados na presente pesquisa permite-lhes adquirir competências que lhes permita fazer coisas de uma forma independente,” Afirmam professores do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade de Haifa.

 

A independência das crianças com autismo depende do tratamento que recebem em um ambiente natural. Um dos principais problemas que eles enfrentam é a sua incapacidade para aprender a atravessar a rua, uma habilidade necessária para uma vida independente. Adquirir esta habilidade seria dar um passo em frente na conquista da independência, em crianças. A maioria dos métodos para ensinar-lhes como a atravessar ruas são projetadas para a prática na sala de aula, e tem-se revelado ineficaz em crianças com autismo.

 

A melhor maneira de ensinar essas crianças é através da prática repetida em ambientes naturais, mas o perigo envolvido em aprender em um ambiente real obviamente proíbe este método. Isto é onde realidade virtual é muito eficaz, como demonstrado pela equipe de pesquisa que incluía: Milika Hadassa Ben-Chaim, um ex-estudante de Terapia Ocupacional do Programa de Mestrado e Shula Friedrich, chefe da Escola para Crianças Autistas, além do Prof. Josman e Prof. Weiss.

 

Seis crianças autistas, idades de 7 a 12 anos, foram selecionados para aprender a atravessar ruas virtuais: Aguardavam até que a luz no interruptor virtual da faixa de pedestres acendesse e olhavam para à esquerda e à direita para ver se vinham carros usando um simulador virtual criado Yuval por Naveh. As crianças no estudo mostraram uma melhoria significativa ao longo do processo de aprendizagem. No início do estudo, a média das crianças motrava que foi possivel utilizar o 2 º nível do software, enquanto que, no final, era possívem utilizar o 9 º nível, que é caracterizada por um aumento nos veículos viajando em alta velocidade.

 

No entanto, a equipe de pesquisa não tinha intenção de ensinar uma habilidade virtual, pois eles queriam ver se as crianças eram capazes de transferir as habilidades que aprenderam no mundo virtual no mundo real, e a rotina diária.

 

Uma area com ruas e passagem de pedestres completa, com semaforo, foi utilizada para esta finalidade. A habilidade das crianças a atravessar a rua com segurança foi testada, por exemplo, e aguardar na calçada, se a luz verde do semaforo estiver acesa.

 

As crianças foram levadas à prática na área antes e depois da sua aprendizagem virtual. Aqui, também, as crianças apresentaram uma melhora em suas habilidades após o treinamento virtual na rua, três das crianças apresentaram uma melhora significativa.

 

Um dos participantes, com 16 anos, tinha participado anteriormente na escola, de um treinamento de segurança nas estradas, mas ele não podia aprender a atravessar a rua com cautela. Com a aprendizagem em um ambiente virtual, ele aprendeu a ficar sobre a calçada antes de atravessar a rua para ver a cor dos semáforos, atravessar somente quando a luz estava verde e não esperar tempo demais.

 

“Estudos anteriores demonstraram que crianças com autismo respondem bem a aprender com o computador. Nesta pesquisa aprendemos que o nível de inteligência ou o grau de severidade do autismo não afecta a capacidade da criança de entender o sistema e, portanto, esta é uma importante forma de melhorar as habilidades cognitivas e sociais “, resumiu o professor Josman Weiss.

 

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