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O Domínio Espanhol



Com o objetivo de unificar a Península Ibérica, em 1580, Felipe II, rei da Espanha, incorpora pacificamente o reino Português, tornando-se o mais poderoso monarca europeu.

 

Felipe II era apoiado pelo clero português que queria preservar seus privilégios. A Europa aceitava dentro das teorias políticas feudais, a presença de outros reis, formando (pelo grau de parentesco), uma “grande família”.

 

A principal conseqüência da união ibérica, para o Brasil, foi o incentivo à penetração pelo interior, favorecendo a expansão da pecuária, e as necessidades do bandeirismo. Gerou também novas e intensas incursões européias, baseadas nos conflitos entre Espanha e o resto da Europa. A união dinástica durou de 1580 a 1640, quando a aristocracia lusa rumou a uma tirania, e com o apoio francês, independizou Portugal, com a implantação da nova dinastia: a de Bragança, sustentada até a proclamação da República em 1910.

 

Poucos anos antes daquela época, em conseqüências das Grandes Navegações, dominadas pelos dois países mais poderosos de então, Portugal e Espanha, foi assinado um tratado, que dividia através do meridiano de Tordesilhas, o Novo Mundo (Américas). Todas as terras que fossem descobertas e estivessem ao oriente daquele meridiano, pertenceriam a Portugal, e tudo que estivesse ou fosse descoberto a ocidente, pertenceria à Espanha.

 

O meridiano de Tordesilhas, passava, dividindo ao meio o que é nosso Brasil atual. Ou seja, parte do que nosso Brasil pertencia a Portugal e a outra parte à Espanha. Com a unificação da Coroa, pela União Ibérica, não havia mais motivos para a divisão, já que todas as terras pertenciam a um só rei. Com isso, os brasileiros avançaram em direção ao interior e ocuparam a parte que pertenceria à Espanha. Em 1640, o povo Português cansado daquela situação, resolveu retomar as rédeas de seu destino e rebelou-se contra o governo espanhol, estabelecendo uma nova coroa, sob a regência de D João IV, da casa de Bragança, daí o que estava “invadido” passou a pertencer a Portugal e, por conseqüência, ao Brasil.

 

As invasões holandesas foram ocasionadas pelo conflito entre o capitalismo comercial batavo em expansão, e a monarquia espanhola aristocrática e monopolista. O nacionalismo holandês tornou-se vitorioso contra a tirania espanhola nos países baixos. Contra isso, Felipe II rompeu ligações luso-brasileiras com a Holanda. Assim criou-se a Companhia do Comércio (holandesa), que invadiu a zona canavieira da colônia.

 

Tendo fracassado a invasão à Bahia, os holandeses foram rumo a Pernambuco. A invasão teve como maior responsável, Maurício de Nassau, hábil político de financiamentos e reconstrutor de engenhos, agradando aos latifundiários e criando uma sociedade européia, urbana, burguesa, e calvinista.

 

O fim do governo Nassau, e as cobranças aos latifundiários, foi o sinal para a ruptura. Os senhores, ameaçados de perderem as terras arrendadas, expulsaram os holandeses, dando origem a insurreição pernambucana. Após a expulsão dos holandeses, o açúcar entra em declínio, pela perda do monopólio. A segunda metade do século XVII foi tempo de crise. Passa-se a estimular o bandeirismo para a busca do ouro nas Minas Gerais, que marcaria a segunda fase da colonização.

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