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Idade Média – O Islão



1. A Arábia e Maomé

 

 

O Império Árabe se formou a partir da origem do islamismo, religião fundada pelo profeta Maomé.

 

Maomé foi um líder religioso e político árabe. De acordo com a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão.

 

Para os muçulmanos, ele foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.

 

Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, mas informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos.

 

 

2. O Corão e o Suna

 

As revelações de Maomé são chamadas em árabe quran, ou seja, declamação, recitação. Daí o nome Corão ou Alcorão (Al Quran), o livro sagrado dos muçulmanos. Nele estão as regras que governam a vida de 840 milhões de pessoas em todo o mundo. O Corão é dividido em 114 suras, ou capítulos, de tamanhos variados.

 

Cada sura, por sua vez, se subdivide em versículos num total de 6 211. O Corão não dispõe de nenhuma ordem, sequer cronológica. Sucessivas revelações, em circunstâncias e tempos diversos, formam um conjunto fragmentado. Mas esse desordenamento não impede que o livro seja a fonte primária e fundamental de todas as atividades do cotidiano dos muçulmanos. Desde pequena, a criança muçulmana começa a decorar o Corão.

 

É nele que os seguidores de Maomé vão buscar conselhos. Além do Corão, existem duas outras fontes de “revelação” feitas por Alá: a sunna ou tradição, que é o relato da vida, da palavra e das ações de Maomé. E os hadits, a narração oral ou escrita, dos feitos e ditos do profeta e que confirmam a sunna.

 

 

3. A expansão árabe-muçulmana

 

 

A expansão muçulmana ampliou os domínios árabes em direção ao mar Mediterrâneo e só foi contida na Europa por Carlos Martel, do reino Franco, em 732, na batalha de Poitiers.

 

Durante quase mil anos, os árabes-muçulmanos controlaram a navegação e o comércio no Mediterrâneo, bloqueando o acesso dos europeus ao comércio com o Oriente.

 

A partir de meados do século VIII, o Império Islâmico começou a dar os primeiros sinais de decadência. Inicialmente porque a dinastia Omíada, responsável pelo apogeu expansionista, foi substituída pela dinastia dos Abássidas que, disputando o poder político, acabou por promover a fragmentação do Império em Califados independentes.

 

Por outro lado, a resistência ibérica à dominação islâmica sobre a região (Guerra de Reconquista) e o movimento das Cruzadas, iniciado no século X pelos cristãos, também contribuíram para o enfraquecimento do Império. Finalmente, os turcos- otomanos convertidos ao islamismo entraram em choque com os árabes pelo domínio do Mediterrâneo.

 

 

4. As conquistas e suas repercussões

 

Durante o período de conquistas, ampliaram seu conhecimento através da absorção das culturas de outros povos, levando-as adiante a cada nova conquista. Foram eles que espalharam pela Europa grandes nomes como o de Aristóteles e também outros nomes da antiguidade grega. Foram feitos importantes avanços e descobertas médicas e cientificas que contribuíram com o desenvolvimento do mundo ocidental.

 

No campo cultural, artístico e literário deixaram grandes contribuições. A cultura árabe caracterizou-se pela construção de maravilhosos palácios e mesquitas. Destacam-se, nestas construções, os arabescos para ilustração e decoração. A literatura também teve um grande valor, com obras até hoje conhecidas no Ocidente, tais como: As mil e uma noites, As minas do rei Salomão e Ali Babá e os quarenta ladrões.

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