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Aliança Nacional Libertadora



Em março de 1935 o Partido Comunista do Brasil criou oficialmente a Aliança Nacional Libertadora (ANL), o objetivo era lutar contra o fascismo no Brasil.

 

A necessidade de criar a ANL era o crescimento da Ação Integralista Brasileira (AIB), no inicio da década de 30, que simpatizava com os regimes totalitários nazi-fascistas.

 

Houverram outras pequenas frentes antifascismo que eram compostas de comunistas, socialistas e antigos “tenentes” insatisfeitos com a aproximação entre o governo de Getúlio Vargas e os grupos oligárquicos afastados do poder em 1930.

 

O primeiro manifesto da ANL foi lido na Câmara Federal em janeiro de 1935. Esse manifesto pregava o não pagamento da divida externa do Brasil, nacionalizar as empresas estrangeiras, reforma agrária e a proteção e ajuda aos pequenos e médios proprietários, além de liberdades democráticas, entre muitas outras propostas com forte caráter comunista.

 

Em março deste mesmo ano foi constituído diretório nacional provisório da ANL. Luís Carlos Prestes estava na União Soviética, mas, foi aclamado presidente de honra da ANL.

 

No decorrer do ano muitas pessoas aderiram a ANL, muitas personalidades estavam entre essas adesões. Houve comícios lotados e muitas manifestações públicas em várias cidades. Este crescimento foi amplamente divulgado por dois jornais diários, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

 

No mês de abril de 1935 Luís Carlos Prestes voltou ao Brasil clandestinamente. A Comintern (Internacional Comunista) desejava que ele liderasse um levante armado no Brasil que levasse a implantação do comunismo. Muitos revolucionários estrangeiros experientes foram designados para ajudar Prestes nessa missão, inclusive sua mulher, a alemã Olga Benário.

 

O crescimento da ANL passou a incomodar o governo estabelecido, havia muitos conflitos nas ruas entre comunistas e integralistas. O dia 5 de julho de 1935 foi marcado pelas manifestações públicas, promovidas pela ANL, para comemorar os levantes tenentistas de 1922 e 1924.

 

Mesmo contra a vontade de alguns dirigentes foi lido um manifesto de Prestes requerendo a revolução no país. Neste momento Vargas se valeu da Lei de Segurança Nacional, promulgada em abril, ordenar o fechamento da organização.

 

Quando se tornou ilegal a ANL não pode mais fazer suas manifestações públicas e deixou de ter a atenção popular.

 

AUTORIA: Marillyn Luciane Damazio.

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