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Nicarágua – História, Geografia Física e Política do País



História Nicarágua

País da América Central, com uma superfície de 131.000 km, e uma população de 4.400.000 habitantes (nicaraguenses). Capital Manágua. A maior Republica da América Central limita-se ao norte com as Honduras, ao leste com o mar das Antilhas, ao sul com a Costa Rica e a oeste com o Oceano Pacifico. Língua oficial Espanhol, Religião Catolicismo Romano.

Composição étnica: A maioria da população é formada por mestiços (cruzamento com índios), há minorias de brancos (espanhóis), negros e índios puros.

Cidades principais: León, Granada, Masaya, Chirandega, Matagalpa.

Rios principais: Coco, Matagalpa, San Juan, Prinzapolga e Escondido.

Clima: Tropical

Moeda: Córdoba

Características: O país tem varias planícies e montanhas escassamente povoadas. A fachada do pacifico, com lagos em depressões tectônicas denominadas por vulcões ativos, reúne mais da metade da população e seus solos férteis permitem culturas comerciais (algodão e café principalmente).

O centro do país, montanhoso (altitude média de 700m), é ocupada pela pecuária extensiva, com algumas áreas agrícolas localizadas (café). As planícies do litoral do caribe (costa dos mosquitos), quentes e úmidas, cobertas por florestas, são quase desabitadas. A agricultura (40% da PEA e 25% do PIB), setor menos afetado pela coletivização empreendida pelos governos Sandinistas a partir de 1979, é voltada para a exportação (café). Os produtos alimentícios (arroz, milho) tem resultados medíocres. O setor industrial dirigido ao mercado externo, está paralisado pela falta de capitais.

O novo regime democrático (a partir de 1990) promove medidas liberais e a privatização escalonada de c. 400 empresas estatais, de baixíssima produtividade. A necessidade de gastos militares com a defesa (bloqueio dos portos de guerrilhas financiadas pelos EUA , paises visinhos hostis) impediu que a economia se recuperasse, durante o governo Sandinista, dos estragos provocados pela guerra civil. O déficit comercial é grande (antes, em relação aos EUA, depois aos paises do leste europeu) e cresce o endividamento do país, num contexto político externo que lhe tem sido desfavorável. Em 1994 o governo nicaragüense assinou um acordo de 3 anos com o FMI. Com uma alta dívida externa, o país vem enfrentando elevados índices de desemprego e apresentando uma renda per capita das mais baixas da América Central.

HISTÓRIA DO PAÍS

Na época colonial, a Nicarágua pertencia a capitania geral da Guatemala. Tornou-se Republica independente depois do desaparecimento das províncias unidas do Centro da América (1838). E foi então objeto das cobiças rivais dos EUA e da Grã Bretanha. Interessados pela posição estratégica da Nicarágua na rota do Istmo, os Norte Americanos, assinaram em 1950, com os britânicos, o Tratado de Cleyton-Bulwer, pelo qual renunciavam a qualquer conquista na região. Depois da derrota, em 1857, do aventureiro norte Americano William Walker (1824 – 1860), que havia ocupado a Nicarágua em 1855, o Pais viveu a luta entre as facções liberal e conservadora. Os conservadores mantiveram o poder de 1863 a 1893; seguiu-se a ditadura liberal de Jose Santos Zelaya, que lutou contra o domínio britânico e foi deposto em 1907 por uma sublevação fomentada por fuzileiros norte americanos, que permaneceram na Nicarágua ate 1924.

Entre 1926 e 1934, Augusto César Sandino (1895 – 1934) promoveu uma guerra de guerrilha que levou os fuzileiros a se retirarem (1932). Sua vitória durou pouco: Sandino foi assassinado em 1934 pelo chefe da guarda nacional formada pelos EUA, Anastácio Somoza (1896 – 1956). Presidente em 1957, Somoza administrou a republica como uma propriedade privada, exterminando a oposição e perpetuando por testas de ferro, a hegemonia norte americana depois de sua morte 1956, o clã continuou a frente do pais, notadamente com Anastácio Somoza Junior 1925 – 1980, no poder a partir de 1967, que enfrentou a oposição cada mais violenta. Em 1979, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) derrubou a ditadura somozista e estabeleceu um governo de coalizão, de tendência democrática restabelecendo as liberdades civis e propondo uma economia mista. Mas a frente se dividiu, afastou os moderados e adiou indefinidamente as eleições.

Em abril de 1981, os EUA endureceram sua posição, acusando Manágua de ajudar a guerrilha de El Salvador e suspenderam a ajuda econômica. Em 1982, os guerrilheiros anti sandinistas conhecidos por ” contras” financiados pelos EUA e baseados em Honduras, iniciaram ataques nas fronteiras. Os sandinistas abandonaram o projeto de não alinhamento e se aproximaram da antiga URSS e de Cuba. Nas eleições de 1984, o Sandinista Daniel Ortega, foi eleito o presidente e a FSLN obteve dois terços da Assembléia Legislativa e Constituinte (muitos partidos de oposição não participaram do pleito).

A pressão dos contras se acentuou e o presidente Regan dos EUA decretou o embargo total a Nicarágua, o que arrasou a já combalida economia. Em 1985, os direitos civis foram suspensos e a imprensa, fechada. A ajuda norte americana aos Contras foi condenada pela Corte Internacional de Justiça e por congressistas dos EUA em 1986. No mesmo ano, a Nicarágua aprovou uma nova constituição, que entrou em vigor em 1987, o governo decretou Características Nicarágua
o fim do estado de emergência, liberou presos poloticos e concedeu liberdade de imprensa. Um primeiro cessar fogo foi assinado em 1988.

Nas eleições gerais de fevereiro de 1990, venceu a candidata da União Nacional de Oposição (14 partidos), Violeta Barrios de Chamorros. Pouco depois, os EUA suspenderam o embargo e os Contras depuseram as armas. O governo Chamorro adotou uma política de reconciliação nacional (Daniel Ortega, irmão do ex-presidente, ocupou o cargo de Ministro do Exercito) e medidas de austeridade econômica. Concessões cada vez maiores do governo de Violeta Chamorro aos sandinistas, em nome de uma política de reconciliação nacional, criaram em 1991 – 92 graves tensões entre Chamorro e a União Nacional de Oposição (coalizão governista) essa situação degenerou no começo de 1993 em uma crise aberta após a nomeação de sandinistas para o governo e a tomada da sede da Assembléia Nacional pela Frente Sandinista de Libertação Nacional incapaz de resolver a crise econômica e social, o governo tão pouco conseguiu controlar a agitação armada que se desenvolveu no pais.

As eleições presidenciais de outubro de 1996 levaram ao poder o conservador Arnoldo Alemã, ex-prefeito de Manágua, que encabeçando a chapa da Aliança Liberal, derrotou o candidato e ex-presidente Daniela Ortega, da Frente Sandinista de Libertação Nacional. Alemã deu prosseguimento aos processos de privatização, cujos recursos tem sido utilizados para pagamentos de indenizações aos proprietários de terras expropriadas durante o governo sandinista. Os EUA tem exercido pressões para que os ressarcimentos sejam estendidos aos antigos proprietários da antiga cidadania norte americana.

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