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Mata dos Cocais

Presentes no estados do Piauí, Pará, Maranhão e no norte do estado do Tocantins, a mata dos cocais é um bioma típico do Brasil que representa uma área que a própria natureza reflorestou, com grande presença de cocais. É considerada uma mata de transição, encontrando-se entre a caatinga e a Floresta Amazônica.

 

Ela se encontra em uma região onde existem grandes diferenças climáticas, com a presença de climas como o semiárido e equatorial superúmido. Em sua maior parte, ela é composta por carnaúba, babaçu, buriti e oticica.

 

A presença destas espécies varia de acordo com a localidade. Onde encontramos o babaçu, que produz amêndoas de onde se extrai um óleo que é muito utilizado na indústria cosmética e alimentícia, e onde encontra-se a carnaúba de onde se extraí uma cera a partir da qual fabrica-se lubrificantes, adesivos, produtos de perfumaria e plásticos, a principal atividade econômica é o extrativismo destas espécies e de muitas outras.

 

Esta mata hoje em dia sofre grande risco de ser extinta, devida a implantação de lavoura e pastagens em suas regiões e com isso o completo desmatamento da vegetação nativa, tão importante para nosso ecossistema.

 

 

A mata dos cocais é abastecida pelas águas dos rios Tocantins e Araguaia e dos acúmulos de água concentrada, chamados de aquíferos do Tocantis-Araguaia.

 

Em função da extrema exploração da área na época da ditadura militar, quando foram instaladas na região de indústrias de siderurgia, química, metalurgia, madeira e mineração houve um grande processo degradativo na região, o que resultou em problemas principalmente para a fauna local. Hoje em dia a fauna está se recuperando aos poucos, sendo que sua composição é variada, composta por animais da caatinga e da Amazônia e espécies particulares deste bioma.

 

Nesta região existem instalações da mineradora Vale, em função da grande presença de diversos minerais importantes, tais como diamante, ouro, xisto betuminoso, níquel, alumínio e bauxita, o que eleva o interesse econômico (e predatório) sobre a região.

 

Autoria: Bruna Barlach

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