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Filosofia Analítica



A Filosofia analítica é uma vertente do pensamento contemporâneo, reivindicada por filósofos bastante diferentes, cujo ponto comum é a idéia de que a filosofia é análise – a análise do significado dos enunciados – e se reduz a uma pesquisa sobre a linguagem.

 

O que se chama de Filosofia Analítica é um movimento filosófico que possui duas vertentes básicas, e, conseqüentemente, dois ramos principais.

 

Um ramo principal é o Positivismo Lógico. O outro é a Filosofia Lingüística (que não deve ser confundida com a Filosofia da Linguagem ou com a Filosofia da Lingüística).

 

Tanto o Positivismo Lógico como a Filosofia Lingüística têm antecendentes importantes.

O Positivismo Lógico tem, como antecedentes importantes, o Atomismo Lógico de Bertrand Russell e a filosofia do jovem Ludwig Wittgenstein, representada pelo Tractatus Logico-Philosophicus, publicado em 1918, e encontrou sua formulação clássica nas obras dos filósofos do Círculo de Viena (Moritz Schlick, Rudolf Carnap, Otto Neurath, Herbert Feigl e outros).

 

O livro de Alfred Jules Ayer, Language, Truth and Logic, publicado em inglês, em 1934, acabou se tornando sua versão mais popular, porque menos técnica.

A Filosofia Lingüística tem, como seu antecedente mais importante, G. E. Moore, com sua ênfase na análise do senso comum e da linguagem do dia-a-dia, e encontrou sua formulação clássica, de um lado, na sua versão cambridgiana, na obra do velho Ludwig Wittgenstein (Philosophical Investigations), e, de outro lado, na sua versão oxfordiana, na obra de John Austin (How to do Things with Words).

 

Às vezes se faz referência a ao período dos antecedentes do Positivismo Lógico (Bertrand Russell e o Ludwig Wittgenstein jovem) e da Filosofia Lingüística (G. E. Moore) como a fase da “Análise Clássica”.

 

Isto posto, é importante observar que a Filosofia Analítica, incluindo os antecendentes mencionados, e abrangendo tanto o Positivismo Lógico como a Filosofia Lingüística, não é o que se poderia chamar de uma “escola filosófica”, propriamente dita.

 

Ela é muito mais um “movimento”, cujos participantes exibem certas características que lhe dão, por assim dizer, um ar de pertencerem à mesma família, mas que não defendem, necessariamente, um conjunto de teses filosóficas comuns a todos — a não ser uma idéia geral sobre o objeto da filosofia e uma forma específica de conceber o seu método.

 

As duas principais “semelhanças familiares” que os filósofos analíticos exibem seriam, portanto, as seguintes:

 

O objeto da filosofia é a linguagem.

 

O método da filosofia é a análise lógica.

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Um Comentário »

  1. Márcio José Villas Bôas 9 de janeiro de 2014 at 1:39 - Reply

    O site é muito instrutivo, portanto fornece ajuda inestimável. Obrigado.

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