tumblr site counter

Moscas e Insetos



Inseto, nome comum de qualquer animal pertencente a uma classe do filo dos artrópodes. Formam a maior classe do Reino Animal, sendo mais numerosos que todos os outros grupos, pois estão descritas pelo menos 800.000 espécies. Estão distribuidos por todo o mundo, das regiões polares aos trópicos e englobam espécies que vivem em terra firme, águas doces, salgadas e termais.

 

Os insetos como as abelhas, as formigas e os cupins possuem complexas estruturas sociais, nas quais as diversas atividades necessárias para a alimentação, abrigo e reprodução dentro da colônia estão distribuídas entre indivíduos adaptados especificamente para desempenhá-las.

 

A maioria dos insetos alcança a maturidade através da metamorfose, ao invés do crescimento direto. Na maioria das espécies o indivíduo atravessa pelo menos duas fases diferentes antes de alcançar a forma adulta.

 

 

 

Anatomia

 

 

 

Ainda que a aparência externa dos insetos seja extremamente variada, certas características de sua anatomia são comuns a toda a classe. O corpo é composto de três partes: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça há um par de antenas, um par de mandíbulas, um par de mandíbulas auxiliares ou maxilas e um segundo par de mandíbulas auxiliares.

 

Todos os insetos possuem três pares de patas localizadas no tórax. Este último é dividido em: prototórax, mesotórax e metatórax. Nos insetos alados, as asas (que costumam ser quatro) localizam-se entre o mesotórax e o metatórax.

 

O abdome geralmente tem dez ou onze segmentos bem definidos. Nas fêmeas o abdome possui um órgão destinado à colocação dos ovos (ovipositor) que pode estar modificado em forma de ferrão, serra ou agulha, para efetuar a postura nos tecidos internos de plantas ou animais.

 

Possuem esqueleto externo (ou exoesqueleto). Este é um tegumento formado pelo endurecimento da carapaça exterior do corpo, devido à impregnação com pigmentos e à polimerização de proteínas.

 

 

Classificação científica:

 

A classe Insecta é dividida em duas subclasses,

 

Apterygota, insetos sem asas,

 

e Pterygota, que inclui a maioria dos insetos equipados com asas na fase juvenil ou adulta.

 

A primeira subclase inclui quatro ordens e a segunda, 27.

 

 

 

Moscas e mosquitos

 

Nomes comuns dos membros de uma ordem de insetos que possuem um único par de asas. As asas posteriores são vestigiais e ficaram reduzidas a um par de balancins, pedúnculos que terminam em uma pequena protuberância esférica e servem apenas para a estabilização do vôo.

 

Classificação científica: formam a ordem Diptera.

 

 

Os mais conhecidos são:

 

 

Mosca doméstica

 

Nome comum de uma mosca peluda que vive nas imediações das casas dos seres humanos. Eventualmente carrega em suas patas, microorganismos que causam doenças como a febre tifóide, o cólera e a disenteria e pode contaminar os alimentos.

 

Classificação científica: família Muscidae, espécie Musca domestica.

 

 

 

Mosquito

 

Nome comum para qualquer uma das quase 2.000 espécies de insetos que possuem duas asas, sendo estas longas e delgadas com pequenas escamas sobre suas nervuras. Esta última característica os diferencia das moscas. Há diversos grupos de mosquitos nos quais as fêmeas possuem um aparelho bucal adaptado para picar e sugar sangue. Muitas doenças podem ser transmitidas dessa forma.

 

Classificação científica: formam a família Culicidae da ordem Diptera. As espécies cujas fêmeas possuem o aparelho bucal picador-sugador pertencem a subfamília Culicinae.

 

 

Mosca-das-frutas

 

Nome comum de várias espécies de moscas verdadeiras (com duas asas), cujas larvas se alimentam de vegetais frescos ou em decomposição. Possuem desenhos elaborados e às vezes coloridos sobre a superfície das asas.

 

O termo mosca-das-frutas também se aplica a uma espécie que se desenvolve sobre frutas que estão sofrendo processos de fermentação ou em decomposição e que tem contribuído muito para o conhecimento que se tem atualmente sobre a hereditariedade. A espécie mais utilizada em experiências genéticas é a que possui os olhos vermelhos.

 

Classificação científica: pertencem à ordem Diptera. As verdadeiras moscas-das-frutas compõem a família Tephritidae e as mais comumente usadas em pesquisas relacionadas à hereditariedade são da família Drosophilidae. O nome da mosca de olhos vermelhos é Drosophila melanogaster.

  

Pernilongos

 

Nome comum de alguns mosquitos grandes, de patas longas.

 

Classificação cientíica: formam a família Tipulidae, ordem Diptera.

 

Os insetos sociais:

 

Abelha, nome comum dado aos insetos que constituem uma superfamília à qual pertencem também as vespas e as formigas. Existem aproximadamente 20.000 espécies. Seu tamanho pode variar de 2 mm a 4 cm de comprimento.

 

Assim como as vespas, a maioria das abelhas fêmeas possui um ferrão funcional.

 

Sua alimentação é constituída de pólen e de néctar de flores, o primeiro é uma fonte de proteínas e o segundo de açúcares.

 

Uma grande parte das espécies de abelhas é solitária, cada fêmea constrói seu próprio ninho e armazena provisões para suas larvas. Outras vivem em comunidades onde várias fêmeas pertencentes à mesma geração compartilham um ninho, construindo suas próprias celas onde ficam os ovos, larvas e pupas. Há também diversos grupos semi-sociais. Vivem em pequenas colônias de dois a sete indivíduos, todos da mesma geração, um dos quais é a rainha que coloca os ovos e os outros são as operárias. Provavelmente 1.000 espécies de abelhas são eussociais (verdadeiramente sociais). Estas vivem em grandes colônias de duas gerações: as mães, que são as rainhas e as filhas, operárias. Os machos têm como função a fecundação dos ovos. Ver Abelha melífera.

 

Classificação científica: formam a superfamília Apoidea, ordem Hymenoptera.

 

Formiga, nome comum dos membros de uma família de insetos sociais, ou seja, que vivem em colônias organizadas.

 

Na maioria das espécies, os machos conservam as asas durante toda a vida e as fêmeas somente até o acasalamento. Algumas fêmeas sem asas, chamadas operárias, costumam ser estéreis. A fêmea que é fecundada transforma-se na rainha da colônia e sua principal função passa a ser a de pôr ovos. Os machos morrem após o acasalamento e as operárias se encarregam de procurar alimento, cuidar dos indivíduos jovens e defender a colônia. Os ninhos de muitas espécies são formados por câmaras e galerias escavadas sob pedras, troncos ou no solo; algumas constroem seus formigueiros em montículos de terra e matéria vegetal ou em troncos de árvores em decomposição.

 

A família das formigas possui mais de 4.500 espécies descritas, estão amplamente distribuídas em países temperados e tropicais. O corpo é formado por cabeça, tórax e abdome. Este último é articulado com o tórax por um pedicelo abdominal ou pedúnculo. Seu ciclo de vida é constituído por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.

 

A comunicação entre os indivíduos da mesma espécie é bem eficaz e se realiza através do tato ou de substâncias químicas. Outras ainda utilizam mecanismos como a vibração e até a audição.

 

Classificação científica: familia Formicidae, ordem Hymenoptera.

 

Cupim ou Térmita, nome comum de um grande número de insetos sociais que podem destruir estruturas de madeira, como móveis e edifícios. São relativamente primitivos. Possuem a cintura grossa e o corpo mole, sofrem metamorfose completa. Desenvolveram um sistema de comportamento social quase tão complexo como o das formigas, as abelhas sociais e as vespas. Cada colônia é composta por diversos indivíduos com diferenças morfológicas, que vivem juntos formando castas com diferentes funções. Nas espécies socialmente mais avançadas há três grandes castas: os cupins reprodutores, os soldados e os trabalhadores. Todas as castas incluem indivíduos pertencentes aos dois sexos, mas somente os reprodutores desenvolvem completamente os órgãos sexuais.

 

As rainhas, que representam a casta reprodutora, são maiores que os demais membros da colônia e, em algumas espécies tropicais, podem chegar a ser enormes, às vezes 20.000 vezes maiores que as trabalhadoras. Seu abdome se dilata pela presença dos ovos até o ponto em que ficam incapacitadas de se mexer.

 

 

 

Os ninhos dos cupins, chamados cupinzeiros, variam em sua forma. Os de algumas espécies tropicais são enormes estruturas em forma de montículo, que muitas vezes alcançam os 6 metros de altura.

 

Classificação científica: formam a ordem Isoptera.

 

 

 

MUDANÇAS GENÉTICAS NAS MOSCAS

Detalhados estudos a nível molecular falharam em demonstrar a correspondência esperada entre mudanças genéticas e os tipos de mudanças em que organismos que constituem o “material de evolução” (Lewontin, 1974, pág. 160). De acordo com Rudolf Raff e Thomas Kaufmam, evolução através de mutações de DNA “é largamente desacoplada da evolução morfológica”, o “mais espetacular” exemplo disto é a dessemelhança morfológica entre humanos e chimpanzés, apesar de uma semelhança de 99% em seus DNAs (Raff, Rudolf A. e Kaufman, Thomas C. (1983). Embryos, Genes, and Evolution. New York: Macmillan, pág. 67, 78).

 

Alguns biólogos sugerem que aquele 1% de genes diferentes entre humanos e chimpanzés consistem em “genes reguladores” que têm efeitos profundos no desenvolvimento e que algumas mutações nestes genes podem responder por diferenças drásticas. Por exemplo, mudanças em determinados genes, chamados homeóticos, podem transformar a antena de uma mosca em uma perna ou produzir dois pares de asas onde haveria normalmente um único par, além disto, genes bem semelhantes, a estes genes encontrados em moscas, foram achados na maioria dos outros tipos de animais, inclusive mamíferos. Baseado nos profundos efeitos desenvolventes e ocorrência quase universal de tais genes, o biólogo Eric Davidson, e seus colegas, recentemente escreveram que “formas morfológicas modernas em animais evoluem de mudanças resultantes em programas geneticamente codificados de ajuste desenvolvente” (Davidson, E. H., Peterson, K. J. and Cameron, R. A. (1995). “Origin of Bilaterian Body Plans: Evolution of Developmental Regulatory Mechanisms”, Science 270:1319-1325).

 

 

De acordo com esta visão, características homólogas são programadas através de genes semelhantes. Assumindo que genes com sucessões semelhantes são improváveis de se originar de mutações fortuitas independentes, semelhança de sucessão indicaria ascendência comum. Poderia ser deduzido que características produzidas por sucessões genéticas semelhantes são filogeneticamente homólogos, porém, a universalidade de genes homeóticos geram um sério problema para esta visão.

 

 

 

Embora ratos têm um gene bem parecido com aquele que é capaz de transformar a antena de uma mosca em uma perna (antenapedia), ratos não têm antenas e seu gene correspondente afeta a parte posterior do cérebro (nem antena, nem perna) e embora ratos e parte das moscas têm gene semelhante que afeta o desenvolvimento dos olhos, o olho de múltiplas faces da mosca é profundamente diferente de um olho de rato.

 

 

 

Em ambos os casos (antenapedia e olhos), genes semelhantes afetam o desenvolvimento de estruturas que não são homólogas pela definição morfológica clássica ou pós-darwiniana. Se genes semelhantes podem “determinar” tais estruturas radicalmente diferentes, então estes genes parecem estar funcionando como interruptores binários que influem nas informações genéticas, das estruturas, que residem em outros pontos do código genético (conf. Jonathan Wells, 1996, “Unseating Naturalism: Recent Insights from Developmental Biology.” Apresentou numa conferência sobre Mera Criação: Reclaiming the Book of Nature (Reformando o Livro da Natureza), Biola University, Los Angeles.).

 

 

 

Não apenas estruturas não homólogas são produzidas por organismos com genes supostamente homólogos, mas também organismos com genes diferentes podem produzir estruturas semelhantes. Experiências com moscas podem criar formas mutantes do gene do olho de forma que não são desenvolvidos olhos, mas se são criadas moscas cegas (sem olhos) por muitas gerações, alguns descendentes passam a nascer com olhos, embora estes descendentes ainda possuam o gene em sua forma mutante.

 

 

 

Tais anomalias conduziram o embriólogo Gavin de Beer a concluir que “estruturas homólogas não precisam ser controladas por genes idênticos” e que “a heranças de estruturas homólogas de um antepassado comum… não pode designar a identidade do genes” (de Beer, Gavin (1971). Homology: An Unsolved Problem. London: Oxford University

Press, pág. 15-16

 

CURIOSIDADES SOBRE AS MOSCAS

Se o mosquito voa, por que tem tantas patas?

 

De acordo com Pedro Gnaspini, professor do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da USP, mesmo voando o mosquito precisa de pernas para se apoiar no substrato, caminhar e até identificar estímulos mecânicos e químicos (as moscas, por exemplo, sentem com as pernas o gosto dos locais por onde caminham). Em relação à quantidade, trata-se de uma conseqüência da evolução. Os primeiros insetos tinham seis pernas e provavelmente apareceram a partir de um grupo de artrópodes com muito mais do que isso.

 

 

 

Qual é a freqüência do zumbido do mosquito macho?

 

Alguns mosquitos batem as asas em uma freqüência de aproximadamente mil vezes por segundo, o que gera um som bastante agudo. O zumbido das abelhas, cujas asas batem à freqüência de 190 vezes por segundo é bem mais grave. Quanto ao sexo do mosquito, não apresenta interferências na freqüência do zumbido.

 

 

 

Como as moscas conseguem andar em tetos e paredes?

 

As patas das moscas têm cada uma, na ponta, duas pequenas almofadas com ventosas microscópicas, em forma de trombeta, que lhes permite deslocar-se sobre as superfícies lisas e cuja aderência é tão eficaz que lhes possibilita andar nas paredes sem cair.

 

 

 

Como as moscas conseguem fugir tão rápido quando tentamos matá-las?

 

O corpo delas é todo coberto de pêlos que funcionam como minirradares. Eles são especialmente sensíveis a movimentos de ar. O movimento da mão ou de qualquer outro objeto sólido cria a flutuação do ar e permite que a mosca voe antes de receber o golpe mortal.

 

 

 

É verdade que apenas as fêmeas dos mosquitos sugam o sangue das pessoas?

 

Sim, apenas as fêmeas sugam sangue. Elas fazem isso somente depois de copular, a fim de utilizar o sangue para gerar os ovos. Já os machos, alimentam-se de seiva e néctar.

 

 

 

Para que servem as antenas dos insetos?

 

As antenas são responsáveis pelo olfato, e é por meio delas que os insetos farejam comida. Como a maioria das formigas é cega, elas usam as antenas para “tatear” o lugar por onde estão andando.

VN:F [1.9.22_1171]
Nota: 5.0/10 (2 votos no total)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: -1 (from 1 voto)

Moscas e Insetos, 5.0 out of 10 based on 2 ratings



Um Comentário »

  1. Paulo 12 de fevereiro de 2013 at 23:48 - Reply

    Gostaria de saber como controlar tais insetos como moscas, pernilongos etc.

    VA:F [1.9.22_1171]
    Rating: 0.0/5 (0 votos cast)
    VA:F [1.9.22_1171]
    Rating: -1 (from 1 voto)

Deixe Seu Comentário »