|
|
|
|
Estreptococos e Estafilococos |
|
|
|
Página 2 de 2 Grupo O e P: Estes são ocasionalmente recuperados a partir de infecções em animais domésticos. Grupo Q: S. avium. Recuperados em aves domésticas e outros animais. Grupo Viridans: A substância C não foi demonstrada; sorologicamente heterogêneo; alfa-hemolítico; causam endocardite em humanos; infecções urinárias.
Estreptococos Anaeróbicos ou Peptostreptococos As bactérias são encontradas como comensais nos tratos alimentares e respiratórios superiores. Devido ao pequeno esforço feito para isolar anaeróbicos das infecções dos animais, seu significado real não é conhecido. Podem ocorrer sozinhos ou em infecções mistas e parece provável serem encontrados em infecções humanas associadas com atos cirúrgicos ou em feridas envolvendo o trato gastrintestinal ou genitourinário. Espécimes Variam com a doença. Materiais infecciosos como pus (garrotilho), fluído sinovial (artrite), leite (mastite) e órgãos e sangue (septicemia).
Principais Características Os estafilococos são cocos Gram- positivos que ocorrem em cachos. São aeróbios e anaeróbios facultativos, positivos para catalase, negativos para oxidase, imovéis, não forma esporos e fermentadores. Três espécies oficiais são reconhecidas no Manual bergey: S. aureus, S. epidermides e S. saprophyticus. O principal patógeno do gênero é o S. aureus. S. epidermidis,comensal comum da pele é geralmente não patógeno, mas ocasionalmente causa mastite bovina, abscesso e leves infecções de peles S. saprophyticus ocorrem na natureza e é geralmente não patógeno mas causa infecções em humanos. Um estudo dos estafilococos revelou pelo menos seis biótipos. Dois foram denominados S. intermedius e S. hyicus. O primeiro tem sido envolvido em piodermite e mastite em cães. S. hyicus subespécie hyicus é considerado o agente etiológico de uma doença dos suínos, piodermite exsudativa (doença do suíno gordo). Outras espécies ainda não oficiais, são S. hominis, S. haemolyticus e S. simulans. A parede celular do S. aureus possui três grandes componentes: peptidoglicano, ácidos teóicos e protéinas A A composição química destes compostos tem sido útil na diferenciação taxonômica de Staphylococcus spp. E Micrococcuus spp. A proteína A constitui a maior parte da parede celular e cerca de um terço é liberado ao meio ambiente durante o crescimento. A proteína A será referida posteriormente. Micrococos Os micrococos são um grande grupo constituído de muitas espécies que se assemelham ao estafilococo morfologicamente mas diferem quimicamente São anaeróbios e são frequentemente encontrados no solo, água, poeira, ar e pele, nos utensílios de uso habitual. Em adição, são encontrados em utensílios leiteiros, leite e produtos derivados. São frequentemente recuperados a partir de materiais clínicos mas não são geralmente considerados patogênicos. Eles quebram açucares por oxidação em contraste com estafilococos que os fermentam. Existem outros cocos geralmente não patogênicos que podem ser encontrados em espécies clínicas; Sarcina : divisão em três planos produzindo pacotes cúbicos; anaeróbios; Methanococcus : cocos anaeróbios; Planococcus: divisão em dois planos produzindo tétrades (móveis); Aerococcus : divisão em dois planos produzindo tétrades (não móveis). Staphylococcus aureus Habitat – Comensal de pele e menbranas mucosas, especialmente dos tratos alimentar e respiratório superior. Metabólitos dos estafilococos - Algumas das substâncias que estão envolvidas na produção por infecções por estafilococos estão relacionadas abaixo. Para maior parte de seus efeitos foram demonstrados experimentalmente em coelhos e ratos. Leucocina: mata leucócitos, antigênico, não hemolítico, associado com alfa e delta – toxina. Dremonecrotoxina: necrosante; associado a alfa – toxina. Toxina Letal: rapidamenteletal para rato e coelho; associada a alfa e beta – hemolisina. Hemolisinas (Hemotoxinas): Todas são antigeneticamente distintas. Eritrócitos de várias espécies animais diferem na suscetibilidade. Alfa – hemolisina: zona interior clara; beta- hemolisina: zona exterior parcial; gama- hemolisina: fracamente caracterizadas. Zona de dupla hemólise em ágar sangue é característica de muitas cepas de S. aureus. Toxinas Exofiliava (Exfoliatina) Algumas cepas de S. aureus produzem uma proteína solúvel que induz a exfoliação ou separação intradérmica em ratos recém-nascidos após inoculação parenteral. Mudanças na pele em infecções epidérmicas por estafilococos em humanos especialmente crianças, são atribuídas a esta toxina.
Enterotoxinas - Cerca de um terço das cepas de S.
aureus coagulase positiva produzem enterotoxinas. Existem seis tipos antigenicamente
distintos, que são codificados por plasmídeos. Um ambiente favorável é
requerido para sua produção tal como pudim, leite coalhado, creme, sorvete,
sopas, peixe, queijo ou ostras. Sinais clínicos são náuseas,paralisia abdominal
e diarréia em quatro horas. Em contraste, toxinfecção alimentar por Salmonella
levam de 24 a 48 horas para surtir efeito. O teste para toxina e precipitina em
ágar com anti- soro específico. A toxina é termoestável(100 por 15minutos).
Coagulase - Coagulação do plasma; seu papel na
virulência tem sido questionado.
Fator de agrupamento- Este fator, que não está
relacionado à coagulase livre do teste em tubo, pode ser demonstrado em um
teste em lâmina que foi erroneamento referido como "teste de coagulação em
lâmina". Sua importância não é conhecida.
Estafiloquinase – Uma fibrinisilina fraca.
Nuclease – A maioria da s culturas de S.
aureus produz uma DNAase termo estável. Seu papel na doença não é claro.
Hialuromidase – "Fator de difusão" que
pode estar envolvido na virulência .
Lípase – Cepas lípase – positivas tendem a
causar abscessos da pele e subcutâneo; a lípase destrói os ácidos graxos
protetores na pele. Os estafilococos causadores de infecção generalizadas são
geralmente negativos para lípase.
Proteína A – Está presente como um componente de
superfície na maioria das cepas virulentas de S. aureus. Possui a habilidade
única em se ligar á região Fc da IgG e assim pode desempenhar um papel na
patogênese. No procedimento sorológico usual, coaglutinação, depende da
proteína A. Quandoo anticorpo específico IgG é adicionado ao estafilococo
possuidor da proteína A seguido por ant´geno homólogo é produzida a
coaglutinação.
Distribuição e
Transmissão
Infecções endógenas são
provavelmente mais freqüentes porém infecções exógenas também ocorrem. A
transmissão geralmente se por contato direto ou por fômites.
Patogênese
Cepas deste comensal muito
difundido possuem a capacidade de invadir tecidos , produzindo abscessos,
pústulas e várias outras infecções piogênicas e em algumas ocasiões
bactereremia e septicemia. Alguns metabólitos referidos anteriormente estão sem
dúvida envolvidos no desenvolvimento dessas infecções. S. aureus
virulentos podem sobreviver porém não se multiplicam em leucócitos
polimorfonucleares.
Patogenicidade
Botriomicoses: lesão
granulomatosa rara envolvendo o úbere da égua, vaca, porca e o cordão
espermático dos cavalos . Ferimentos supurativos infeccionados e septicemia em
animais. Piodermite, especialmente em cães (mais comumente S. intermedius)
e cavalos. Piemia em cordeiros , especialmente em feridas de mordedura.
Mastite em vaca, porca e
ovelha. Mastite bovina por estafilococos, que pode ser aguda pórem é mais
freqüente ser crônica e subclinica; este diagnóstico é de grande importância econômica
. Mastide gangrenosa devido a alfa- toxina é observada em vacas pós –
parturientes.Várias infecções de pele de muitos animais; abscessos subcutâneos.
Artrite por estafilococos
we septicemia em perus.
Infecções urinárias em
humanos e animais.
Enterocolite por
estafilococos, observada principalmente em humanos após terapia prolongada com
antibiótico e. g. , após cirurgia intestinal.
Impetigo: no úbere das
porcas , em leitoa a partir de mordedura.
Humanos: osteomilite;
sinusite; mastite; amigdalite e impetigo. Infecções nosocomiais. Toxinfecção
alimentar.
Espécimes
Pus, geralmente fornecidos
em zaragatoas; tecido afetado; amostras de leite.
Isolamento, Cultivo e
Identificação
Estafilococos crescem bem em meios comuns de
laboratório. Meios são disponíveis, e. g. , agar sal manitol. Á sangue é
geralmente preferido. Colônias aparecem em 24 horas e possuem mais de 4mm em
diâmetro, circulares, lisas e brilhante; podem possuir pigmentação
"dourada". Zona dupla de hemólise é especialmente característica
embora não para S. epidermides.
Esfregaços revelam grupos
de cocos Gram – positivos. Identificação presumível é feita em bases da zona
dupla de hemólise e características culturais e morfológicas. Os estafilocos
são sensíveis à lisostafina enquanto os micrococos não o são.
Antígenos Naturais e
Sorologia
A estrutura antigênica é
complexa e heterogênea. Polissacarídeo A e proteína A são antígenos de grupo
específico.
Algumas cepas de S.
aureus podem ser identificadas por suscetibilidade a um ou ou vários fagos
de estafilococos, e. g. cepa 80/81 (resistente à penicilina ) é suscetível a
lise por fagos 80 a 81; esta variedade tem sido importante em infecções
nosocominais humanas. O tipo de fago é de valor no estudo da epidemiologia das
infecções por estafilococos. Existe um número de tipos de fagos. Estafilococos
de animais são geralmente de tipos diferentes dos humanos.
Um número de culturas
lisadas por fagos são utilizadas no procedimento de tipagem. Uma única gota de
cada lisado é adicionada á uma placa confluentemente inoculada com o
microorganismo a ser testado e é incubada por uma noite a 30ºC e então são
observadas as zonas de lise. O padrão de lise indica o tipo. A origem de erro
inclui o fato de que estafilococos podem ser lisogênicos para os fagos
utilizados e que alguns abrigarem até 5 fagos brandos diferentes.
Resistência
Os microrganismos são
sensíveis à desinfetantes comuns. O pus é protetor e os microorganismos
permanecem viáveis no pus desidratado por semanas. Isto é uma consideração
clínica importante.
Diferentemente de muitas
outras formas vegetativas bacterianas, alguns estafilococos podem sobreviver a
uma temperatura de 60º C por 30 minutos.
Imunidade
Cepas de S. aureuspossuindo cápsulas e certos antígenos de superfície são mais imunogênicos.
Bacterianas e toxóides são empregados. São de valor questionável na prevenção
de mastite bovina. Bacterianas autogênicas têm apresentados resultados
variados.
Hipersensibilidade à
estafilococos desempenha um papel no agravamento das infecções; assim
existe a necessidade de dessensibilizar quando da utilização de uma bacteriana
autógena em cães com piodermite. A imunidade pode ser tanto humonoral quanto
mediada por; a primeira é antibacteriana e antitóxica.
Tratamento
É aconselhável fazer o
antibiograma para avaliar a suscetibilidade em isolamentos de importância.
Penicilina é droga de escolha se as cepas são suscetíveis. Cepas 80/81
resistentes à penicilina de origem humana têm sido encontradas em bovinos e
cães, a resistências é atribuída à penicilinase (beta – lactamase), uma enzima
que hidrolisa um anel beta lactâmico da penicilina. Resistência à penicilina
baseada em plasmídeos pode ocorrer por transdução. Novas penicilinas sintéticas
(resistentes à penicilinase) são de valor, por exemplo, meticilina, oxacilina e
nafcilina: Tetraciclinas, bacitratina, nitrofuranos e eritromicina podem ser
efetivas. Trimetropim- sulfametoxazol, vancominicina, cefalosporina de primeira
geração e clindamicina têm sido efetivas contra infecções por S. aureus.
Drenagem cirúrgica pode ser indicada.
Importância para a
Saúde Pública
Seres humanos podem se
tornar infectados com S. aureus, S. hyicus, e possivelmente com outros
estafilococos de origem animal.
|



