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Isadora Duncan



Bailarina nascida nos Estados Unidos em 1877, ela construiu uma importante obra como dançarina até o dia de sua morte em 1927. Ficou conhecida e reverenciada como a pioneira da dança moderna.

 

História

 

Isadora era uma alma revolucionária em todos os sentidos, tendo nascido e se criado nos EUA, ela trocou o país pela União Soviética na época da revolução socialista, o que explicou na célebre frase: “Prefiro viver de pão preto e vodca e sentir-me livre, a gozar as delícias da vida americana sabendo-me prisioneira.”

 

Sendo a segunda de quatro filhos do casal Joseph Charles (poeta) e Dora Gray Duncan (pianista e professora de música), teve uma infância muito diferente das outras crianças da época, em parte por ser filha de pais divorciados e em parte porque sua mãe fez questão de dar uma boa educação artística.

 

Foi aos quatro anos que iniciou suas aulas de ballet clássico e quando adolescente fazia apresentações com seus irmãos ao som do piano de sua mãe. Tendo tido desde sempre um temperamento transgressor, já aos onze anos de idade começou a desenvolver uma nova técnica de dança inovadora. E com essa mesma tenra idade foi que começou a lecionar dança de acordo com seus moldes.

 

Foi na Europa que sua arte encontrou maior repercussão, com uma turnê que começou a empreender aos dezoito anos de idade.

 

Não foi só na dança que ela se destacou, por sua postura irreverente e desafiadora ela era um ícone feminista ao negar a instituição do casamento e pregar a liberdade sexual feminina.

 

Seus dois filhos morreram num acidente em 1913 e no ano seguinte teve outro que morreu logo após o parto o que a abalou profundamente.

 

Foi em 1921 que recebeu um convite de largar sua vida e ir ensinar dança na União Soviética o qual aceitou rapidamente. Nesse mesmo ano então fundou a Escola Soviética de Dança em Moscou.

 

Em 1922 casou-se comum poeta soviético, pois reconhecia que só dentro daquela república socialista poderia se casa pois o casamento poderia ser revogado a qualquer hora. No entanto o relacionamento durou pouco e o ex-marido se suicidou.

 

Após o divórcio voltou a França e passou seus últimos anos em Nice, onde faleceu.

 

 

Estilo

 

Quebrando os paradigmas ela negou a sapatilha de ponta e a primazia masculina, sendo pioneira do movimento de ruptura com o ballet clássico. Buscava uma forma de dança que fosse realmente uma expressão da alma.

 

Os movimentos de seu espetáculos eram baseados nos movimentos da natureza. Além disso contrariava tudo que se conhecia em relação à dança ao utilizar a improvisação e abandonar não só a sapatilha de ponta, mas também os espartilhos e meias.

 

Sua maior referência eram as danças ritualísticas da Grécia Antiga, dançando de pés descalços e túnicas coloridas de seda. Além disso o único cenário era uma cortina azul para que o foco fosse mantido no dançarino.

 

Autoria: Bruna Barlach

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