tumblr site counter

A Sagração da Primavera



Título original em Francês: “Le Sacre du Printemps”

 

Balé em dois atos composto por Igor Stravinsky e coreografado por Vaslav Nijinsky, conta a história de uma jovem que deveria ser entregue como sacrifício para uma entidade governante da primavera em um ritual pagão para que seu povo obtivesse uma boa colheita naquele ano.

 

Sua estreia (Paris, 1913 no Théatre des Champs-Élysées) causou um dos maiores escândalos artísticos, tendo sido vaiado e zombado pela plateia que não estava preparada para essa nova modalidade estética. Muitos músicos e maestros se retiraram do teatro para representar sua indignação com a peça e a história dessa apresentação inaugural polêmica é mais conhecida do que a própria obra.

 

 

A dança

 

A coreografia trouxe grandes inovações ao se voltar para o passado trazendo movimentos rústicos que objetivavam remeter à tempos antigos onde era comum esse tipo de sacrifício humano, inspirada em hierógrafos e pinturas rupestres.

 

 

A música

 

Ele, nessa peça, subverteu a lógica musical que havia até então inaugurando o movimento artístico conhecido como Modernismo, trazendo uma nova estrutura orquestral, uma nova forma, timbre, novos aspectos harmônicos, uma grande evolução da utilização das dissonâncias e da percussão que em muitos momentos se sobressaia à melodia, ideia impensável antes d’A Sagração da Primavera.

 

 

Estrutura e forma

 

Seus dois atos são “a adoração da terra” e “o sacrifício”, sendo o primeiro composto por oito seções e o segundo por seis.

 

A adoração da terra mostra a forma que a comunidade adorava à Terra com seus rituais, disputas, que culmina com a procissão liderara pelo ancião e finda com a dança da terra. O segundo ato que gira em torno, como o nome diz, do sacrifício, inicia por uma dança ritual das garotas e pela escolha e glorificação daquela que sera oferecida em sacrifício, que se coloca então a dançar até cair morta.

 

Ambos retratam a história sob uma nova forma de narrativa, que já se via na literatura e pintura da época, sendo uma negação à lógica e à objetividade, carência de foco e declínio narrativo, retratos do mundo moderno que essa novo movimento estético ousava retratar.

 

Mesmo hoje em dia a obra ainda é reconhecida pelo seu aspecto provocativa e causa diferentes reações em suas reproduções mostrando que é uma obra de arte que resite ao tempo e sempre trás espaço para novas interpretações.

 

Autoria: Bruna Barlach

VN:F [1.9.22_1171]
Nota: 0.0/10 (0 votos no total)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votos)


Deixe Seu Comentário »