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Remuneração Como Elemento Motivador



Numa sociedade cada vez mais competitiva e que valoriza cada vez mais a meritocracia (valorização ou recompensa pelo mérito), a vida se tornará cada vez mais difícil para as pessoas situadas na parte inferior das escala das capacidades. Mas, através de muito estudo, percebeu-se que a palavra chave para o desenvolvimento organizacional era MOTIVAÇÃO, pois, é a força propulsora (desejo) por trás de todas as ações de um organismo. Sem motivação não chegamos a lugar algum.

 

 

 

Atualmente, as organizações são movidas pela competitividade do mercado e buscam cada vez mais entender os motivos e razões que influenciam no desempenho de seus colaboradores, deixando de visar apenas à qualidade final de seus produtos e/ou serviços, passando a investir e valorizar seu capital intelectual, já que o sucesso de uma organização depende cada vez mais do envolvimento e comprometimento de pessoas, tornando a compreensão e implementação dos métodos motivacionais, um mecanismo de extrema importância para o desenvolvimento sustentável das empresas.

 

 

 

Este trabalho trata da motivação para ao trabalho e questiona o fato de a remuneração ser ou não um elemento motivador e até que ponto as organizações estão preparadas para sustentar um plano de motivação pela remuneração sem que isso se torne uma bola de neve.

 

 

 

 

 

MOTIVAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

 

 

O que mais preocupa os executivos na atualidade é atrair, desenvolver e manter talentos. Para as organizações modernas, esse desafio consiste não unicamente na busca de captar e desenvolver novos talentos, mas também em fazer com que essas pessoas se sintam estimuladas a produzir criativamente, idealizando ao mesmo tempo a consecução de metas pessoais e o sucesso organizacional.

 

 

As empresas buscam constantemente ter um quadro de funcionários motivado, que “vista a camisa da empresa”. Motivado para vender mais, atender melhor e superar metas. É fundamental que as empresas saibam qual o tipo de motivação terá mais efeito sobre a equipe. Muitas acreditam e fazem grandes investimentos em treinamentos, distribuem prêmios, viagens, bônus, etc., tudo como forma de alcançarem o reconhecimento e respeito dos funcionários pela empresa.

 

 

Para Bergamini (1997:34), “quanto mais se aprofunda o estudo do comportamento motivacional humano, mais claramente se percebe que a motivação de cada um está ligada a um aspecto que lhe é muito caro, aquele que diz respeito à sua própria felicidade pessoal”. Dessa forma, não é fácil a motivar pessoas, uma vez que necessidades diferentes requerem formas diferentes de recompensa e que cada indivíduo já traz consigo, quando ingressa na organização, um conjunto de fatores motivacionais próprios de cada um estreitamente relacionados com habilidades e talentos pessoais. Aqui deve ressaltar-se que os fatores motivacionais além de variarem de indivíduo para indivíduo, também variam ao longo de sua vida e em conseqüência do ambiente de grupo no qual esteja inserido. O que ontem satisfaria o empregado, hoje pode ser motivo para que ele esteja desmotivado. É preciso descobrir de que forma as recompensas constituem fator motivador para o trabalhador, para que as tarefas não lhes pareçam tão-somente imposições, mas que tenham para ele significado.

 

 

 

Motivar passa a ser uma tarefa mais abrangente do que apenas recompensar financeiramente. Torna-se uma busca diuturna e incessante da satisfação e realização através do trabalho. Já não basta pagar mais e, sim, pagar melhor. Pois, uma pessoa motivada é fruto de inúmeros fatores, que somam ou diminuem este sentimento, é o que torna o ser humano capaz de superar qualquer desafio, e no ambiente de trabalho, isto não é diferente. Desejos, vontades e instintos nascem da integração do ser humano com o ambiente em que vive.

 

 

 

 

 

 

MOTIVAÇÃO ATRAVÉS DA REMUNERAÇÃO

 

 

Nos tempos atuais não é suficiente apenas atrair e formar pessoas capazes de aprender constantemente, e que utilizem racionalmente suas habilidades e competências para lidar com as novas situações que se apresentam. É necessário seduzir, motivar, manter, comprometer, fidelizar esses talentos. Faz-se necessária assim, uma reflexão sobre a falência do atual modelo de remuneração da maioria das organizações, que não fornece suporte para manter um ambiente de compromisso e de motivação entre seus colaboradores.

 

 

 

Estamos vivendo no mundo da flexibilidade, onde cada vez mais as pessoas têm acesso a informação e se tornam mais exigentes. As empresas que querem alcançar resultados diferenciados, inovadores e vencedores deverão, obrigatoriamente, alinhar seu sistema de remuneração com suas estratégias, levando em consideração que o reconhecimento é fruto da arte de diferenciar pessoas e, conseqüentemente, isso é o que gera a mais sólida fidelidade aos resultados da organização.

 

 

 

Um programa bem estruturado de Remuneração deve estar sintonizado com a complexidade organizacional. Fatores como estratégia, estilo gerencial e estrutura compõem um diagnóstico indispensável para a sua criação e implementação, uma vez que cada empresa possui características próprias e necessitam de um plano de remuneração que a elas se ajuste. É parte imprescindível desse diagnóstico determinar o perfil das pessoas envolvidas no processo produtivo e, a partir dos resultados de análise obtidos, compor o melhor programa. As pessoas devem ser recompensadas não pelo cargo que ocupam, mas pelo papel que desempenham, pelos seus talentos, habilidades e pela capacidade de se ajustarem às mudanças rapidamente.

 

 

 

O que ocorre é que a maioria das soluções apresentadas, com o intuito de motivar e fidelizar talentos, é evasiva, apesar do crescente número de especialistas e idéias que surgem no mercado. Assim, ao invés de integrar novas estratégias, novas configurações organizacionais, valores e atitudes pessoais em transformação, muitas empresas continuam simplesmente a incorporar os mais recentes apetrechos da última moda administrativa. Esta é certamente uma das razões para o ínfimo desempenho de alguns planos de incentivos.

 

 

 

 

 

INCENTIVAR HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

 

 

 

Dentre as diversas maneiras de remunerar trabalhadores, duas se destacam pelo enriquecimento profissional que provoca nos indivíduos e, por conseguinte nas organizações: a remuneração por habilidades e por competências.

 

Wood Jr. e Picarelli Filho (1999:69) definem habilidade como “a capacidade de realizar uma tarefa ou um conjunto de tarefas em conformidade com determinados padrões exigidos pela organização”. A remuneração por habilidades tem como objetivo justamente valorizar indivíduos e grupos pelo uso de suas capacidades, buscando ainda um aperfeiçoamento contínuo destas. Na remuneração por habilidades o que se enfoca é o indivíduo, e não o cargo por ele ocupado; e o fato de sua remuneração estar relacionada ao uso e desenvolvimento de suas habilidades tende a promover a motivação para o trabalho.

 

 

 

O desenvolvimento das habilidades proporciona aos empregados e à empresa um crescimento que se apresenta na forma de vantagens como flexibilidade e adaptabilidade, visão sistêmica, inovação e comprometimento da mão-de-obra, reduzindo a rotatividade e o absenteísmo.

 

 

 

Embora a remuneração por habilidades não possa ser utilizada em todos os tipos de organização, ficando mais restrita aos grupos de trabalho técnico e operacional, é uma inovação gerencial que promove diferenças quando se trata de enfrentar um mercado globalizado no qual a busca pela qualidade é uma constante, e a informação e o conhecimento aliados ao desenvolvimento podem estabelecer diferenças.

 

 

 

A remuneração por competências cobre a área que a remuneração por habilidades não atinge. Enquanto a remuneração por habilidades trata do trabalho técnico, funcional, caracterizado pela reprodutibilidade e previsibilidade, a remuneração por competências abrange o trabalho administrativo, que se caracteriza pela incerteza, abstração e criatividade.

 

 

 

Parry (apud Wood Jr. e Picarelli Filho, 1999:90) define competência como “um agrupamento de conhecimentos, habilidades e atitudes correlacionados, que afeta parte considerável da atividade de alguém, que se relaciona com o desempenho, que pode ser medido contra padrões preestabelecidos, e que pode ser melhorado por meio de treinamento e desenvolvimento”.

 

 

 

Para a implantação de um programa de remuneração, baseado em tais conceitos, é necessário primeiramente descobrir que habilidades e competências são essenciais para a organização. Identificá-las é tarefa complexa e árdua, mas não impossível. Requer um trabalho sistematizado de análise da estratégia e competências da organização, para então se determinar que habilidades e competências sejam necessárias nos indivíduos ou grupos. O resultado mostrará o caminho para remunerá-los adequadamente, promovendo a motivação e o compromisso com as metas organizacionais.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

Podemos concluir que na pressa de mudar, muitas empresas simplesmente esquecem, desprezam ou, ainda pior, utilizam mal uma das ferramentas mais eficazes nessa equação de mudança, a remuneração. Não se pode negar que o dinheiro direciona o comportamento, e é fundamental reenquadrar os sistemas de remuneração em uma visão mais ampla e abrangente. Nesse contexto, não se pode mais considerar apenas cargos específicos e resultados financeiros, mas também as pessoas, seu desempenho individual e em equipe, e a visão organizacional, que é mantida por esse desempenho.

 

 

Com uma equipe saudável financeiramente, aumentam as chances. Somente com uma verdadeira reeducação financeira, de hábitos e costumes, poderemos sonhar com uma melhor qualidade de vida hoje e no futuro. Para tanto, é preciso que a organização proporcione ao trabalhador espaço para a criatividade, o progresso e a realização. Este espaço pode ser construído através do enriquecimento do trabalho. É preciso entender as necessidades dos funcionários, não apenas em relação ao trabalho em si, mas, principalmente, no que diz respeito às suas atividades pessoais, aos seus interesses de crescimento profissional e à sua família, inclusive.

 

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Um Comentário »

  1. Adilson 11 de maio de 2013 at 20:58 - Reply

    Gostei bastante da leitura do texto. Podemos resumir, que no final das contas as pessoas precisam ser tratadas como seres humanos.

    Destaco ainda, que com toda a evolução tecnológica, nos dias atuais as pessoas tem trabalhado mais que no início do século passado. Isto é para se pensar…

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