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Projetos de Administração – Estágio Curricular



I . FASE ( Resumo)

 

1.1 Objetivos do Estágio

 

A universidade está muito distante da realidade. O estágio curricular entre outros

objetivos proporciona ao aluno a oportunidade de testar estes argumentos.

 

principal queixa é que muitas empresas colocam o aluno universitário para

 

exercer unicamente trabalhos repetitivos, sem chance de aprender um trabalho ligado à profissão, ou mesmo de conhecer os diversos setores da empresa. O estágio

 

curricular é regulado por lei. A lei está correta, mas o problema é como assegurar sua

 

implementação de modo que garanta a integração entre aprendizagem acadêmica e

 

experiência prática.

 

Toda esta argumentação poderia ser considerada irrelevante, não fosse pelo

 

fato de que nos cursos de administração há um estágio curricular obrigatório

 

perfazendo 10% do total de horas do corrículo do curso.

 

A obrigatoriedade e sua inserção no currículo do curso asseguram a supervisão

 

acadêmica; o estágio curricular não é simplesmente uma experiência prática vivida

 

pelo aluno, mas uma oportunidade para refletir, sistematizar e testar conhecimentos

 

teóricos instrumentos discutidos durante o curso de graduação.

 

 

Problemas como um ciclo composto de quatro estágios, em que (1) experiência concreta é seguida por

 

observação e reflexão que levam formação de conceitos abstratos e generalizações

 

que levam hipóteses a serem testadas em ações futuras, as quais por seu turno,

 

levarão a novas experiências.

 

Acredita-se, pois, que o estágio curricular, independente de ser obrigatório no

 

curso de administração, é uma chance para aprofundar conhecimentos e habilidades

 

em área de interesse do aluno.

 

1.2 Perspectivas sobre o estágio

 

1.2.1 Professores e recém-graduados

 

O estágio é considerado uma oportunidade para os alunos de: · Aplicar na prática os conhecimentos teóricos aprendidos no curso; · Avaliar a possibilidade de sugerir mudanças nas organizações; · Enfrentar problemas reais nas organizações; · Experimentar a resolução de problemas com uma responsabilidade limitada; · Avaliar o mercado de trabalho;

 

· Aprofundar sua área de interesse; · Testar sua habilidade de negociação.

 

1.2.2 Comunidade empresarial

 

As oportunidades de estágio não são muitas. Em várias empresas, observou-se

 

que menos da metade dos entrevistados (14 entre 30) declarou ser favorável à

 

realização de projetos de alunos em suas organizações. As empresas exigem as

 

garantias legais para evitar a caracterização de vínculo empregatício. Algumas

 

insistem que o estágio seja intermediado pelo Centro de Integração Escola-Empresa

 

(CIEE), assim como haja o pagamento de seguro contra acidentes.

 

1.3 IMPLEMENTAÇÃO: PROBLEMAS E SUGESTÕES

 

A implementação de estágios na universidade. Os principais obstáculos em

 

nível institucional, na opinião de professores e de alunos: (1) relação universidadeempresa;

 

(2) o estágio e a estrutura curricular; (3) a administração dos estágios.

 

1.3.1Relação universidade-empresa

 

A universidade como instituição não estabelece mecanismos de aproximação

 

com as empresas. Não há sequer um cadastro de empresas interessadas em oferecer

 

oportunidades de estágios. Para tanto, as seguintes sugestões foram apresentadas:

 

1- formar um banco de dados para facilitar o contato com as empresas. Por exemplo,

 

alocar um técnico de nível superior no Departamento para fazer os contatos;

 

2- trabalhar a imagem da universidade no meio empresarial para facilitar o

 

intercâmbio;

 

3-estabelecer um programa de consultoria abaixo custo para pequenas empresas,

 

utilizando os graduandos como pesquisadores/consultores, orientados por professores

 

experientes.

 

Outra sugestão para facilitar o intercâmbio é estabelecer convênios com empresas. É

 

preciso que os dirigentes das organizações acreditem que o aluno universitário possa

 

realizar alguma forma de trabalho profissional para a empresa durante seu estágio.

 

1.3.2Integração do estágio na estrutura curricular

 

É importante distinguir o Estágio Curricular Supervisionado de outros

 

estágios extracurriculares.

 

O estágio Curricular que serve de base para o trabalho de Conclusão do curso

 

de Administração é obrigatório para o aluno, o ideal é que a fase de projeto e a fase

 

de estágio estejam totalmente integradas.

 

Uma situação alternativa seria distribuir os alunos ainda na fase de projeto, de

 

acordo com áreas funcionais, havendo então um grupo para Recursos Humanos,

 

outros para Finanças, e assim por diante. É preciso também que o curso ofereça

 

terminabilidade em áreas específicas para garantir que, no momento da matrícula

 

para a disciplina de preparação do estágio, os alunos já tenham definido sua área de

 

preferência.

 

Quanto à integração do estágio na estrutura curricular, as sugestões são:

 

1. procurar motivar professores e alunos quanto à importância da prática

 

profissional no currículo, integrando as disciplinas de final do curso com

 

trabalho de prática profissional;

 

2 dar mais solenidade à defesa dos trabalhos de conclusão de curso,

 

estabelecendo, por exemplo, defesa pública e bloqueando um dia para um

 

grande seminário de apresentação dos trabalhos

 

Os alunos solicitam que haja maior integração entre as disciplinas de Prática

 

Posicional I e II.

 

1.3.3 Administração dos estágios

 

Cabe às instituições de ensino inserção do estágio na estrutura curricular,

 

bem como sua organização, orientação. supervisão e avaliação.

 

1.3.4 Infra estrutura da universidade

 

Algumas críticas dos professores e queixas dos alunos se referem a

 

problemas estruturais da universidade brasileira que não conta com recursos

 

para manutenção da infra-estrutura de salas de aula, atualização da biblioteca e

 

do laboratório de informática.

 

1.4 CONDIÇÕES PARA INICIAR O ESTÁGIO

 

Os objetivos do estágio, e sugestões para melhorar sua implementação e

 

garantir bons resultados. Para iniciar, é imprescindível definir três aspectos básicos: o

 

tema do trabalho, organização-alvo e o professor orientador do estágio.

 

1.4.1 Escolha do tema

 

É uma das etapas mais difíceis para a maioria dos alunos, por uma série de razões.

 

Primeiro, por que exige uma definição. Perguntados sobre o que fariam de diferente

 

quanto à escolha do tema se fossem recomeçar o estágio, os graduados responderam:

 

Definiriam o tema mais cedo (3)

 

Desenvolveriam o tema na área de que mais gostam (1)

 

Procurariam um professor da área para definir o tema (1)

 

Escolheriam primeiro a empresa, depois o tema (1)

 

O estágio é um marco de transição entre a escola e a vida profissional. Mesmo para

 

aqueles alunos que já estão empregados. Muitos alunos percebem esta questão e

 

valorizam o estágio como uma oportunidade de se aprofundar em tema de seu

 

interesse e adquirir uma qualificação que os distinga como profissionais.

 

Não é imcomum encontrar alunos que estão no final do curso e não têm idéia clara

 

do que é possível desenvolver como projeto de estágio. Aqueles alunos que possuem

 

experiência de trabalho têm mais facilidade para escolher. É possível que a indecisão se deva à época de realização do estágio ¾ que coincide

 

com o final do curso. Caracteriza-se como uma época de avaliação e reflexão por

 

parte do aluno a respeito de seu curso. Entretanto, a decisão não depende apenas do

 

interesse do aluno, mas de uma conjugação entre o interesse da empresa, a

 

competência e o interesse do aluno e do orientador.

 

 

 

1.4.2 Organização-alvo: negociando o acesso

 

Realizar pesquisa em organizações não é muito fácil. Bryman (1989), ao

 

avaliar este tipo de pesquisa, considera o acesso às informações como um ponto

 

chave. Ele argumenta que, ao contrário da pesquisa em comunidades, a pesquisa em

 

organizações apresenta duplo problema de acesso aos pesquisadores.

 

Com respeito à primeira situação, o fato de que algumas empresas aceitem e

 

outras não pode ameaçar a representatividade da pesquisa. A empresa pode estar

 

envolvida com outro pesquisador. É preciso ter cautela e evitar ser usado por um

 

outro lado. A verdade é que a ênfase do estudo sempre determina a preponderância de

 

um dos lados.

 

Os estagiários enfrentem problemas semelhantes aos relatados. Estagiar tem

 

sido deixada inteiramente nas mãos dos alunos na maior parte das escolas.

 

O estágio é necessariamente realizado em organizações e normalmente os

 

alunos atêm-se a uma organização apenas. A maioria dos alunos trabalha durante o

 

curso universitário. Muitos deles, pressionados por razões econômicas, não têm muita

 

escolha senão procurar empregos com baixa oportunidade de aprendizagem em

 

relação ao curso. Isto é realidade. É comum que o estágio seja realizado no próprio

 

local de trabalho do aluno. Esta alternativa apresenta vantagens e desvantagens. A

 

sugestão é que o estágio seja realizado em outro departamento ou seção da empresa.

 

Para os que não trabalham, em princípio há maior variedade de opções, mas em

 

todos os casos é preciso negociar o acesso. É possível encontrar alunos que estão

 

finalizando o curso de Administração e que até então não tiveram nenhuma

 

experiência de trabalho. Preferem cursar o máximo de disciplinas que podem,

 

visando terminar o curso mais cedo. Recomenda-se iniciar estágios ou experiências

 

de trabalho o mais tardar no quinto semestre do curso.

 

1.4.3 Processo de orientação

 

Nem sempre está claro o que se pode esperar do orientador. Alguns recémgraduados

 

foram bastante críticos em relação à orientação que receberam. Eles

 

recomendaram “escolher melhor o orientador (3); iniciar o trabalho

 

independentemente do orientador (1), ou mesmo procurar levá-lo à primeira visita à

 

empresa (1). Nossa opinião é de que cabe ao orientador prover meios, ou seja,

 

facilitar contatos, indicar bibliografia, sugerir métodos e técnicas; e incentivar o

 

trabalho do aluno.

 

Tendo em vista as considerações apresentadas que a qualidade do trabalho

 

final é muito mais responsabilidade do aluno do que do orientador.

 

1.4.4 Metodologia de trabalho

 

Mesmo quando superados os problemas de acesso às empresas e bibliografia, os

 

professores enfatizaram as seguintes dificuldades para a elaboração do trabalho: na

 

concepção do problema, incluindo a definição dos limites do trabalho, o que fazer, o

 

que é importante, por quê, como estruturar as idéias no papel; na estruturação do

 

trabalho de conclusão, ou seja, a organização dos tópicos, a redação, as referências

 

bibliográficas; e na interpretação dos resultados obtidos.

 

Finalmente, perguntados sobre o que fariam diferentemente se fossem recomeçar o

 

trabalho, observou-se o seguinte padrão de respostas, em que novamente se ressalta a

 

importância da metodologia:

 

Distribuiria melhor os prazos (1).

 

Buscaria bibliografia estrangeira (1).

 

Trabalharia melhor o projeto (5).

 

Terminaria o trabalho mais cedo para poder revisar (1).

 

Neste capítulo inicial, tratou-se da problemática do estágio de um ponto de vista

 

abrangente. Também foi ressaltado que o propósito deste livro se limita à

 

metodologia do trabalho de prática profissional.

 

II FASE ( Resenha)

 

1. FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO

 

Os fundamentos do que se considera como ciência da administração.

 

1.1 Administração científica

 

Frederick Taylor a partir das recomendações de Taylor, uma série de técnicas

 

se tornou universal, como a descrição de cargos, o planejamento de fluxos de

 

trabalho, o controle sistemático de estoques. Atribuindo ênfase aos aspectos técnicos

 

do trabalho.

 

Henry Fayol, engenheiro francês definiu atividade gerencial em termos das

 

funções de planejamento, organização, comando, coordenação e controle e enunciou

 

princípios para orientar a estruturação organizacional, como a amplitude de comando.

 

Na administração, como resultado se passa a considerar a empresa como um sistema

 

aberto. O ambiente em que a empresa está inserida, provoca respostas dos sistemas

 

organizacionais. É intendida como a capacidade de atender quantitativa e

 

qualitativamente à determinada necessidade do ambiente.

 

A ênfase nas relações empresa/ambiente leva também ao desenvolvimento de

 

estudos sobre estratégia empresarial, que enfatizam o processo de tomada de decisão

 

em suas relações com o ambiente em especial.

 

A escola de Relações Humanas na Administração tem origens nas ciências

 

sociais. A tarefa da administração consiste em integrar os indivíduo nos grupos e

 

integrar os grupos na organização. Considera-se que um indivíduo integrado é um

 

indivíduo satisfeito.

 

Escola Humanista tem raízes na Psicologia Clínica, preocupação com a saúde

 

mental e a possibilidade de crescimento individual. A administração na reestruturação

 

do trabalho.

 

A escola de Desenvolvimento Organizacional privilegia a análise e intervenção

 

nos processos de resolução de problemas, tomada de decisões e de integração entre as

 

pessoas como uma forma de favorecer a mudança e a afetividade organizacional.

 

A escola Sociotécnica tem origem em enfoques terapêuticos de orientação

 

psicanalítica aplicados à organização. A ênfase é nos processos interpessoais e me

 

seu treinamento.

 

1.2 Enfoque político da organização

 

O enforque político da organização tem raízes, por exemplo, na teoria

 

comportamental da empresa. Os estudos apontam principalmente as distorções da

 

organização burocrática, que aponta os aspectos ritualísticos do comportamento

 

burocrático e os efeitos negativos do excesso de especialização.

 

 

 

 

 

1.3 Nova onda na administração

 

De acordo com a autora Administração apresentam caráter muito mais voltado

 

para a prática do que para a teoria. Buscam-se organizações mais flexíveis,

 

descentralizadas e receptivas à inovação. A proposta deste enfoque consiste em

 

buscar alcançar forte coesão organizacional.

 

2. PECULIARIDADES DAS ÁREAS DA ADIMINISTRAÇÃO

 

As áreas de administração geral e administração pública incorporam a maioria

 

dos desenvolvimentos da teoria organizacional. Há várias possibilidades para

 

trabalhos e pesquisas, como estruturação de empresas, racionalização e simplificação

 

do trabalho. Na área pública, quase todos os assuntos das demais áreas podem ser

 

objeto de estudos, desde que tenham relação com a realidade da administração

 

pública.

 

2.1 Administração de recursos humanos

 

A área de recursos humanos busca basicamente compatibilizar as necessidades

 

de curto prazo das pessoas com os objetivos de longo prazo das organizações. Nasceu

 

como uma função de bem-estar social nas organizações. Mais tarde, passou a

 

desempenhar uma função de controle sobre a utilização da mão-de-obra.

 

O modelo de gestão de recursos humanos mais praticado é aquele que tem

 

ampla influência da Administração Científica de Traylor e da Escola de Relações

 

Humanas, adaptar as pessoas ao sistema de trabalho taylorista.

 

Década de 80 a necessidade de praticar um modelo diverso de gestão de

 

recuros humanos, baseado no comprometimento das pessoas. Este é um modelo que

 

se desenvolve-se a partir da crise e recessão. Enfatizam-se a flexibilidade. Supõe-se

 

que as pessoas acreditam nas mensagens da gerência e estão dispostas a aceitar

 

desafios.

 

A área de Recursos Humanos então lida com estratégias de recursos humanos,

 

relações sindicais, relações de trabalho e técnicas afetas à função recursos humanos,

 

tais como recrutamento, seleção, treinamento, planos de cargos e salários, avaliação

 

de desempenho, incentivos e remuneração.

 

2.2 Administração de Marketing

 

A área de Marketing concentra-se em análises competitivas, de mercado ou do

 

comportamento do consumidor, incluindo perfil e análise do consumidor, definição

 

de mercado, elaboração de plano de marketing, análise de cadastro. Procedimentos de

 

marketing utilizados pelas organizações, incluindo decisões em relação a preço,

 

produto, distribuição e comunicação e administração de vendas.

 

2.3 Administração de Finanças

 

O enfoque inicial de finanças concentrou-se nos instrumentos contratuais e na

 

descrição das instituições participantes do mercado financeiro. A área de Finanças da

 

Empresa concentra-se nas questão do gerenciamento financeiro da organização,

 

sendo seus tópicos principais o planejamento e o controle financeiro, a análise

 

financeira, a análise de investimentos, a gestão do capital de giro, o custo e a

 

estrutura de capital e a política de dividendos.

 

3. SUGESTÕES DE TEMAS PARA O ESTÁGIO

 

Uma lista de exemplos de temas para estágio para cada área da Administração.

 

3.1 Área de administração geral e administração pública

 

1. Modernização administrativa

 

2. Análise ambiental

 

3. Planejamento governamental

 

4. Análise organizacional

 

5. Estruturas de controle

 

3.2 Área de recursos humanos

 

1. Estratégias e técnicas de recursos humanos

 

2. Comportamento organizacional

 

3. Relações de Trabalho

 

4. Sociologia de Trabalho

 

5. Gestão de recursos humanos

 

3.3 Área de marketing

 

1. Elementos de mercado

 

2. Instrumentos de Marketing

 

3.4 Área de produção e sistemas

 

1. Administração de materiais

 

2. Utilização de modelos, métodos e instrumentos

 

3. Processo produtivo

 

4. Técnicas modernas de administração da produção e gestão da qualidade

 

5. Sistemas de informações

 

3.4 Área de finanças

 

1. Planejamento financeiro

 

2. Comportamento dos agregados econômicos do setor público

 

3. Análise de alternativas de investimento e desinvestimento

 

4. Análise econômico-financeira

 

5. Mercados de capitais

 

6. Estrutura de capital e política de dividendos

 

7. Administração de curto prazo

 

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

 

KWASNICKA, E. L. Teoria geral da administração: uma síntese. São Paulo:

 

Atlas 1987. Introdução à administração. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 1995.

 

MOTA, F. C. P. Teoria das organizações: evolução e cultura. São Paulo:

 

Pioneira, 1986.

 

WOOD, D. Buscando a renovação: a nova onda administrativa. Revista de Administração de Empresas. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas. v . 30, n . 4,

 

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