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A Crise do Capitalismo



Crise do Capitalismo - HistóriaO capitalismo, modo de produção vigente na nossa sociedade, gera, em seu funcionamento padrão, crises periódicas. Não há capitalismo sem crise e isso pode ser comprovado olhando para a história.

Entre crises grandes e pequenas, mundias, locais, nacionais, elas sempre ocorrem, fazem parte da estrutura de funcionamento do capitalismo e, por isso, são chamadas de crises estruturais.

O capitalismo funciona através de ciclos econômicos, ou ondas, que , seguindo o movimento que é sugerido por este nome, tem fases de crescimento, de pico e de queda, onde encontram-se as crises.

TIPOS DE CRISE DO CAPITALISMO

Não há somente um fator que determina a existência de tais crises e nem uma periodicidade padrão. O grande economista, Karl Marx, em sua obra descreve três tipos de crise, a saber:

1) Crises de superprodução

2) Crise estrutural

3) Crise final

CRISE DE SUPERPRODUÇÃO

A crise de superprodução se dá quando os empresários aumentam a produção nas indústrias, com o objetivo de ampliar seus lucros através do aumento das vendas, no entanto, não há forma de escoar esta produção, já que o poder aquisitivo dos trabalhadores, da população como um todo, não dá conta de consumir na mesma velocidade que se produz.

Mais ainda, muitas vezes esta produção é completamente fora de planejamento e não haveria de forma alguma como escoá-la simplesmente porque não há mercado para tal. Chamada, portanto, de crise de superprodução e subconsumo.

No capitalismo impera a chamada anarquia da produção, onde as industrias, cada qual, produz o que quer, na quantidade que deseja, sem haver uma relação real com a necessidade de consumo daqueles produtos gerando, portanto, sempre um grande número de produtos que se acumulam e jamais serão vendidos, ao mesmo tempo que outros não são produzidos e ficam em falta.

CRISE ESTRUTURAL

As crises estruturais são, por definição, acumulativas. Ela se dá em função da busca do capital em buscar formas de mecanizar cada vez mais a indústria, demitindo trabalhadores e substituindo-os por máquina.

Ainda que pareça contraditório, com este movimento o capitalista acaba por baixar as suas taxas de lucro, pois só o trabalho humano gera valor. O capital busca sempre fazer com que sejam produzidos os produtos com o menor tempo de trabalho possível sendo, no entanto, o tempo de trabalho que gera valor sobre os produtos, sendo portanto um sistema contraditório que por sua própria essência caminha para o seu fim.

Crise do Capitalismo - FasesCRISE FINAL

Com o encadeamento de crises estruturais chegará um momento onde as forças produtivas estarão altamente desenvolvidas e, no entanto, a condição de vida dos trabalhadores estará cada vez pior, o desemprego e o subemprego crescendo desordenadamente.

Nestas condições, segundo Marx, estará a semente para que a sociedade evolua, ultrapasse este modo de produção capitalista que é deficiente em seu funcionamento e, unindo o processo desencadeado por suas crises à necessidade de mudança sentida pela população, pelos trabalhadores, em que estes se unirão e lutarão por melhores condições reais de vida que não podem ser conseguidas dentro da realidade do capitalismo.

E esta seria sua crise final, onde o capitalismo começaria a ser destruído para dar lugar a um mundo mais humano e a um novo modo de produção e um novo regime, o socialismo rumo ao comunismo.

Autoria: Bruna Barlach

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