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A Crise Argentina



A Crise da Argentina - Instauração da CriseDurante a década de 1990, a Argentina atravessou uma grave crise econômica que deixou o país em uma situação crítica. O marco de início da crise em si é dado pela queda do PIB real, no entanto, é preciso que busquemos acontecimentos anteriores para compreender como se deu esta queda e o que de fato a causou.

O PROCESSO DE INSTAURAÇÃO DA CRISE

É na década de 1980 que as primeiras ações que levariam a este processo de crise foram tomadas, quando o então presidente Carlos Menem fixou a equivalência do peso à um dólar, querendo dizer que tinham o mesmo valor real. É claro que, em um primeiro momento, esta parecia uma ótima ideia e significava uma valorização da moeda argentina, no entanto, esta equivalência não era real.

Durante alguns anos a economia reagiu bem a esta medida, tendo crescido e atraído diversos novos investidores, além de ter contaminado o país de expectativas com a a queda da inflação. No entanto, logo no ano de 1995, seis anos após esta medida ter sido tomada, o país foi “contaminado” com a crise do México, o efeito tequila. Pouco tempo depois houve uma nova contaminação com a crise dos Tigres Asiáticos e em seguida com a crise da Rússia.

Em função deste largo processo de crises em diversos países emergentes, os investidores começaram a temer investir não só nestes países que estavam em crise como em todos os emergentes, com medo que eles também entrassem em crise, o que acabou atingindo diretamente a Argentina. O marco final deste processo dá-se quando o Brasil desvaloriza o Real, após um processo de supervalorização que havia se dado, o que causa uma crise real na nossa vizinha Argentina.

Mesmo com todos os outros países tendo desvalorizado suas moedas em relação ao dólar, a Argentina insistiu em manter sua moeda, o peso, em equivalência com o mesmo, fazendo com que seus produtos se tornassem muito mais caros, em relação equivalente ao dólar, com o de outros países e, assim, diminuindo drasticamente suas possibilidades de exportação.

Não só as possibilidades de exportação são afetadas mas mesmo a relação do próprio país com suas indústrias, já que acaba tornando-se mais barato importar os produtos que comprar aqueles que são produzidos no próprio país.

Somando-se a isso, por ter sua moeda ligada ao dólar, o governo argentino não podia modificar as taxas de juros para tornar-se mais interessante aos investidores, já que o Banco Central dos EUA estava em um processo de aumento das taxas de juros do dólar e as duas moedas estavam intimamente ligadas, deixando a economia argentina em crise e sem saídas claras.

A CRISE

Diante deste processo, a população começou a desconfiar que esta paridade com o dólar não poderia se manter e que o peso seria seriamente desvalorizado. Monidos desta crença começaram a ir aos bancos trocar seus pesos por dólares para garantir que não perderiam todo seu dinheiro neste processo de desvalorização.

A Crise da ArgentinaPara conseguir dar conta desta demanda de troca da moeda o país teve que fazer grandes empréstimos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que deixou o país com uma dívidas gigantesca que não teria como ser paga. Além disso, como parte do acordo de empréstimo o país era obrigado a manter sua balança comercial sem déficit, o que impedia o país de tomar medidas para aquecer a economia.

Já em 2000 com a situação agravada tentou-se diversas manobras políticas para devolver a confiança dos investidores no país e tentar retomar o crescimento, mas foram rechaçados pela população, nenhum presidente conseguia manter-se no poder e em 2002, o presidente Duhalde acabou com a paridade e o sistema de troca garantidas de peso por dólar, tentando restabelecer a economia em um marco contraditório, onde não tinha apoio da população e não conseguia novos acordos com os organismos internacionais.

Mas este contraditório caminho foi que possibilitou o início do processo de saída da crise, dando ao peso seu valor real e tornando novamente a Argentina um país competitivo dentro do mercado internacional.

Autoria: Bruna Barlach

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